Busca avançada
Ano de início
Entree


Efeito da fotobioestimulação na neuropatia periférica de ratos com diabetes mellitus tipo 1 induzido por estreptozotocina.

Texto completo
Autor(es):
Igor Rafael Correia Rocha
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: São Paulo.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Instituto de Ciências Biomédicas
Data de defesa:
Membros da banca:
Marucia Chacur; Cristiane Jaciara Furlaneto; Simone Cristina Motta; Alice Cristina Rodrigues
Orientador: Marucia Chacur
Resumo

O diabetes mellitus é uma doença crônica com mais de 3500 anos de história na qual sua primeira descrição é encontrada no mais antigo tratado médico escrito pela civilização egípcia, o papiro de Ebers. O diabetes mellitus é uma síndrome metabólica caracterizada por aumento significativo nos níveis de glicose na circulação sanguínea, condição conhecida por hiperglicemia. O estado hiperglicêmico danifica estrutural e fisiologicamente as fibras nervosas periféricas ocasionando a neuropatia diabética periférica (processo degenerativo). Esta neuropatia leva o paciente, a uma vida cheia de limitações e incapacidades. As principais queixas apresentadas quanto à neuropatia diabética periférica é a dor crônica, alteração motora e significativa falta de sensibilidade nos membros periféricos, podendo resultar em algumas situações com a amputação do membro inferior. Cabe mencionar que não há na clínica tratamento com foco na degeneração periférica ocasionada pelo diabetes mellitus tipo 1, assim como não há tratamento eficaz para a melhora do quadro nociceptivo (dor), daí a necessidade da pesquisa sobre outras modalidades terapêuticas que devolvam e restaurem a qualidade de vida daqueles acometidos por tal doença. Neste projeto foi utilizado o modelo de neuropatia diabética periférica por diabetes mellitus tipo 1 induzida pela administração de estreptozotocina e sugerido como proposta de tratamento a técnica de laserterapia para interferir no processo de degeneração das fibras nervosas periféricas assim como, na melhora do quadro nociceptivo (dor) analisado pelos modelos de alodinia tátil, hiperalgesia mecânica e hiperalgesia térmica antes, durante e depois do tratamento proposto. O presente estudo demonstrou que a técnica de laserterapia como proposta de tratamento além de melhorar o quadro nociceptivo foi capaz de modular algumas citocinas (interleucinas) pró e antiinflamatórias (TNFα, IL-6, IL-10) no nervo isquiático de ratos diabéticos tratados com a referida técnica. Ainda, em relação às fibras nervosas periféricas, a técnica de laserterapia reverteu o processo degenerativo de tais fibras, representado pela modulação das proteínas estruturais como a laminina e a proteína zero. A técnica de laserterapia também foi capaz de modular os receptores dos produtos finais da glicação avançada (RAGE), um importante componente ativador do fator de transcrição nuclear NF-κB responsável por induzir a liberação de citocinas (interleucinas) pró-inflamatória no nervo isquiático de ratos diabéticos. Os resultados observados demonstraram significativamente a eficácia da técnica de laserterapia como proposta útil para o tratamento da neuropatia diabética periférica. Porém, é necessário que mais estudos sejam realizados a fim de melhor elucidar os mecanismos moleculares que medeiam o efeito terapêutico da técnica de laserterapia. (AU)

Processo FAPESP: 16/00038-6 - Efeito da fotobioestimulação na neuropatia periférica de ratos com diabetes mellitus tipo 1 induzida por estreptozotocina
Beneficiário:Igor Rafael Correia Rocha
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado