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Sistemas de alerta fitossanitário para o manejo racional da ferrugem asiática da soja no Brasil

Texto completo
Autor(es):
Gustavo Castilho Beruski
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Piracicaba.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz
Data de defesa:
Membros da banca:
Paulo Cesar Sentelhas; Gil Miguel de Sousa Camara; Mario Jose Pedro Junior; André Belmont Pereira
Orientador: Paulo Cesar Sentelhas
Resumo

A ferrugem asiática da soja (ASR), causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, pode ocasionar elevados prejuízos às lavouras de soja. O controle da doença é realizado por meio de aplicações sequenciais de fungicidas em sistema calendarizado. Este, por sua vez, não considera a favorabilidade climática para recomendar pulverizações. A proposição de esquemas de pulverização mais eficientes pode ser obtida pelo uso de sistemas de alerta fitossanitário. Assim, objetivou-se avaliar o desempenho de diferentes sistemas de alerta fitossanitário, visando à determinação de esquemas de pulverização de defensivos químicos para o controle de ASR nos estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso, Brasil. O experimento foi conduzido em Piracicaba, SP, Ponta Grossa, PR, Campo Verde e Pedra Preta, MT, Brasil ao longo das safras de 2014/2015 e 2015/2016. Os tratamentos foram: Testemunha (sem aplicação); Aplicações calendarizadas a partir de R1, espaçadas em 14 dias (CALEND); Sistema de alerta baseado em dados de chuva limiar menos conservador (PREC_1 - 80% de severidade) e mais conservador (PREC_2 - 50% de severidade); Sistema de alerta baseado em dados de temperatura do ar e a duração do período de molhamento foliar com limiar menos conservador (TDPM_1 - 6 lesões cm2) e com limiar menos conservador (TDPM_2 - 9 lesões cm2). Os resultados obtidos confirmaram que as condições meteorológicas nas localidades estudadas foram favoráveis para o progresso da ASR. Verificou-se que a duração do período de molhamento foliar (DPM), temperatura do ar durante o molhamento e chuva acumulada influenciaram positivamente a ASR. Ao testar os sistemas de alerta no controle de ASR verificou-se que aqueles baseados em dados de chuva apresentaram os melhores desempenhos. O PREC_2 apresentou melhor desempenho em análise geral considerando todas as épocas de semeadura, ao passo que PREC_1 foi melhor quando em semeadura de outubro a novembro. Os sistemas TDPM, com ambos os limiares de ação, superestimaram os valores de ASR acusando um número maior de pulverizações comparada aos demais tratamentos. Modelos empíricos mostraram ser eficientes na estimação da DPM em Ponta Grossa, Campo Verde e Pedra Preta. Estimações pelo método de número de horas com umidade relativa acima de 90% (NHUR>=90%) apresentaram RMSE menor que 2,0 h viabilizando o uso da DPM estimada como variável de entrada de sistema de alerta. A rentabilidade do uso dos sistemas de alerta baseado em dados de chuva foi condicionada às variações no regime dessa variável nas localidades estudadas. PREC_1 e PREC_2 apresentaram maior ganho de produtividade em relação à CALEND durante o período com maior índice pluviométrico nas localidades de Piracicaba, Campo Verde e Pedra Preta. Em contrapartida os sistemas de alerta não foram efetivos no controle de ASR em Ponta Grossa. (AU)

Processo FAPESP: 14/05677-1 - Sistemas de alerta fitossanitário para o manejo racional da ferrugem asiática da soja: desenvolvimento e aplicação nos estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso
Beneficiário:Gustavo Castilho Beruski
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado