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Recorrente geração e propagação de anticiclones na Bacia de Barreirinhas (NE-Brasil)

Texto completo
Autor(es):
Iury Tercio Simoes de Sousa
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: São Paulo.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Instituto Oceanográfico
Data de defesa:
Membros da banca:
Ilson Carlos Almeida da Silveira; Glenn Richard Flierl
Orientador: Ilson Carlos Almeida da Silveira
Resumo

A margem equatorial brasileira tem sido vista como uma nova fronteira na exploração de recursos minerais marinhos, a exemplo da consessão dos blocos exploratórios do Ceará e Barreirinhas. Apesar da grande importância econômica e contribuição no transporte de massa e calor entre hemisférios, a Corrente Norte do Brasil (CNB) e a Subcorrente Norte do Brasil (SNB) são pouco estudadas em termos de suas múltiplas retroflexões e recirculações e sua variabilidade temporal. Não há nenhum estudo sobre o sistema CNB/SNB entre 0º-3ºS. A Bacia de Barreirinhas, entre 0º-2ºS, possui dimensões e configuração batimétrica muito similar à Bacia Potiguar e a recente descoberta do Vórtice Potiguar nos leva a especular se uma estrutura similar existe em seu domínio. Usamos dados quasi-sinóticos de ADCP e CTD do cruzeiro da Marinha do Brasil Oceano Norte 1 (Junho de 2001) e um fundeio correntográfico cedido pela PETROBRAS (2007). Para expandir espacialmente e temporalmente a análise, usamos os campos de velocidade, salinidade e temperatura da simulação global do HYCOM, a reanálise do experimento 19.1 (de 2001 a 2009). Nós descrevemos os parâmetros não-dimensionais e morfométricos para cada feição observada e a sua variabilidade temporal foi analisada através de campos médios e estatística de eventos. A análise de EOFs foi utilizada para investigar os padrões verticais de variabilidade e sua relação com estruturas vorticais dentro da bacia. O jato da CNB/SNB recircula a propaga vórtices dentro da Bacia de Barreirinhas em dois tipos de fenômenos, o de superfície (no domínio da Água Tropical) e o de nivel picnoclínico (no domínio da Água Central do Atlântico Sul). O vórtice de superfície (picnoclínico) tem 100 m (150 m) de extensão vertical e um raio normal à costa de 35 km (80 km). O mais raso é anisotrópico, com um raio paralelo à costa de 80 km. Ambos ocorrem principalmente entre março e agosto como eventos recorrentes de 7 dias de duração. O maior número de eventos ocorre em maio. O cálculo das EOFs revelaram que os padrões dominantes de variabilidade estão associados com as inversões de corrente compatíveis com a estrutura vertical dos vórtices. Como dito anteriormente, estes vórtices não são estacionários e estes se propagam para oeste, sendo destruídos quando interagem com a borda equatorial da bacia. Com um número de Rossby e Richardson de O(1), uma razão de aspecto de O(10-3) e um número de Burger entre O(10) e O(10²), estes vórtices são estruturas hidrostáticas, de submesoescala, com dinâmica governada pela vorticidade relativa. Este é o primeiro estudo do jato da CNB/SNB no domínio da Bacia de Barreirinhas e, assim, esta é a primeira descrição dos Vórtices de Barreirinhas. (AU)

Processo FAPESP: 15/01373-0 - Dinâmica das múltiplas retroflexões e recirculações da subcorrente Norte do Brasil
Beneficiário:Iury Tércio Simões de Sousa
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado