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Respostas fisiológicas e moleculares de Eucalyptus globulus e E. grandis ao estresse por baixas temperaturas

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Autor(es):
Adilson Pereira Domingues Júnior
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Biologia
Data de defesa:
Orientador: Paulo Mazzafera
Resumo

Sabe-se que espécies vegetais perenes precisam sobreviver a alterações periódicas em seu ambiente, devendo apresentar mecanismos que lhes permitam sobreviver a esta condição inconstante, através de alterações anatômicas, celulares e moleculares. Estresses por baixas temperaturas configuram-se como um dos principais elementos que limitam a distribuição geográfica e o crescimento sazonal de diversas plantas, afetando a qualidade e a produtividade de inúmeras culturas e plantações florestais. Esta forma de estresse promove a redução da taxa fotossintética e a indução da síntese de compostos defensivos, tais como a lignina. Embora tenha importante papel biológico, a presença da lignina apresenta-se como um fator limitante para a produção de celulose a partir da madeira de árvores como o eucalipto. O eucalipto representa a cultura florestal de maior significância no Brasil, o maior produtor mundial de celulose. Esta indústria é responsável por gerar mais de 150 mil empregos no país. Diversos estudos sobre o efeito das baixas temperaturas no eucalipto podem ser encontrados na literatura; porém, são raros os que relacionam o impacto desta forma de estresse ao metabolismo energético de plantas perenes e impacto no seu desenvolvimento vegetativo. Desta forma, o objetivo principal deste trabalho foi caracterizar o impacto que o frio exerce nas espécies Eucalyptus globulus e E. grandis analisando-se parâmetros fisiológicos, metabólicos e moleculares. Pode-se observar que o estresse por baixas temperaturas afetou a deposição de parede celular em ambas as espécies, além de estimular a taxa de crescimento de E. globulus. Ainda, a expressão de genes associados ao equilíbrio energético e alterações no metaboloma primário de folhas e caules de E. globulus e E. grandis foram analisados no presente trabalho. De maneira geral, foi possível identificar diferenças nas formas como as duas espécies respondem aos estresses impostos, sobretudo quanto à sua modulação energética, metabolismo de carboidratos e alocação de biomassa, abrindo novas fronteiras a serem exploradas em estudos futuros, que visem uma melhoria de produtividade e resposta ao meio por parte das diferentes espécies de eucaliptos cultivadas no Brasil e no mundo (AU)

Processo FAPESP: 11/02575-5 - Respostas fisiológicas e moleculares de Eucalyptus globulus e e. grandis ao estresse por baixas temperaturas
Beneficiário:Adilson Pereira Domingues Júnior
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado