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Effect of non-thermal atmospheric plasma application on the dentinal surface and on the adhesion of restorative material = Efeito da aplicação de plasma atmosférico não térmico na superfície dentinária e na adesão do material restaurador

Texto completo
Autor(es):
Ana Paula Almeida Ayres
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Odontologia de Piracicaba
Data de defesa:
Orientador: Marcelo Giannini
Resumo

O objetivo neste estudo foi avaliar a influência da aplicação de plasma atmosférico não térmico na superfície dentinária, na interface dentina-resina e na resistência de união de um sistema adesivo universal, Scotchbond Universal (3M ESPE). Dois tempos de aplicação do plasma foram analisados: 10 e 30 segundos (seg), na técnica com condicionamento ácido prévio da dentina e na autocondicionante. No capítulo 1, a morfologia e a composição das superfícies tratadas com plasma foram determinadas com Microscopia de Força Atômica (n = 3) e Espectroscopia Confocal Raman (n = 5), respectivamente. A influência do plasma na atividade enzimática de metaloproteinases foi avaliada pelo método de Zimografia in situ (n = 3). Para determinação da resistência de união, utilizou-se o ensaio de microtração (n = 8) após o armazenamento dos espécimes por 24 horas e um ano. Dois métodos de envelhecimento in vitro foram utilizados: "exposição direta à água" e "pressão pulpar simulada", os quais produziram diferenças na efetividade de união e na distribuição dos padrões de fratura. Os espécimes armazenados por um ano na forma de "palitos" apresentaram maior prevalência de fratura coesiva em resina e queda da resistência de união apenas para os grupos tratados com plasma por 30-seg. Porém, os valores destes grupos não diferiram estatisticamente dos demais grupos avaliados após um ano. Quando as amostras foram armazenadas na forma de dentes restaurados, com câmara pulpar submetida à pressão de coluna d¿água, não houve diferença entre os resultados de resistência de união imediatos e após um ano. Os grupos controles apresentaram médias significativamente mais baixas que os grupos tratados por plasma, tanto no modo convencional quanto no autocondicionante, com predominância de falha adesiva. Os resultados do Capítulo 1 indicam que a exposição de dentina hígida e desmineralizada ao plasma não produziu modificações morfológicas quanto à rugosidade da superfície, nem alterações nos espectros de `carbonato¿ e `colágeno tipo I¿. Apenas o espectro do elemento `fosfato¿ apresentou queda após aplicação de plasma por 10-seg. Na técnica adesiva convencional, as imagens zimográficas da dentina não tratada com plasma apresentaram maior fluorescência verde, o que é indicativo de alta atividade enzimática, principalmente na região de camada híbrida. No Capítulo 2, os mesmos grupos foram restaurados e as amostras armazenadas por dois anos apresentaram queda de resistência de união à microtração (n = 8), na técnica autocondicionante. Porém, os grupos tratados com plasma mantiveram os valores de resistência de união imediatos. O tratamento com plasma também aumentou a hidrofilia da dentina e produziu maiores valores de nanodureza (n = 3) e módulo de elasticidade (n = 3) da camada híbrida, em comparação com os grupos controles. Pode-se concluir que a aplicação de plasma atmosférico não térmico em dentina produziu melhores resultados no tempo de 30-seg, sem significantes alterações físico-químicas da superfície dentinária e com aumento considerável da sua hidrofilia. A respeito da interface dente-restauração, o tratamento produziu maiores médias de nanodureza e módulo de elasticidade na camada híbrida, sem aparentemente aumentar a atividade enzimática nessa região. Esses efeitos parecem ter contribuído para a longevidade adesiva (AU)

Processo FAPESP: 13/15952-7 - Efeito da aplicação de plasma de argônio na superfície dentinária e na adesão do material restaurador
Beneficiário:Ana Paula Almeida Ayres
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado