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Sistema ecológico da malária

Texto completo
Autor(es):
Leonardo Suveges Moreira Chaves
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: São Paulo.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Saúde Pública
Data de defesa:
Membros da banca:
Maria Anice Mureb Sallum; Janet Evelyn Conn; Eunice Aparecida Bianchi Galati
Orientador: Maria Anice Mureb Sallum
Resumo

As alterações das paisagens promovidas pelo homem, em razão das atividades relacionadas ao uso e ocupação do solo, representam um desafio para as atividades de controle da malária na Amazônia brasileira. Desse modo, buscou-se avaliar o sistema ecológico da malária através da construção de três eixos: desmatamento, uso do solo e diversidade de Culicidae. Esses eixos tiveram a paisagem como centro de conexão, modulados por fatores de pressão (hospedeiro humano), de risco (o vetor) e de causa (o agente infeccioso). A transmissão de patógenos, incluindo espécies de Plasmodium, ocorre na intersecção entre os nichos do hospedeiro humano, dos vetores e dos parasitos, em ambiente que permite a interconexão dos mesmos. Nesse sentido, verificou-se que cada quilômetro quadrado de área impactada pelo desmatamento, entre 2009-2015, produziu 27 novos casos de malária (r² = 0,78; F1,10 = 35,81; P <0,001) na Amazônia Legal brasileira, com uma correlação positiva altamente significativa entre o número de áreas de florestas impactadas com menos de 5 km² e a incidência da doença. Em virtude das relações indiretas com o desmatamento, foi possível verificar que o aumento da produção de soja, madeira, gado e óleo de palma no mundo apresentou alta correlação positiva significativa com a incidência de malária em países tropicais. No cenário brasileiro, a abundância de Nyssorhynchus darlingi respondeu positivamente à perda da cobertura florestal de áreas endêmicas de malária. Ao contrário, a diversidade de Culicidae diminuiu, deixando os vetores como espécies dominantes, favorecendo a taxa de picada e a capacidade de transmissão do Plasmodium. Desse modo, foi possível concluir que a incidência da doença, em áreas rurais, está fortemente associada aos padrões de uso e ocupação do solo. A estrutura da paisagem pode ser indicador de risco para a doença, em virtude das dinâmicas ecológicas do Ny. darlingi. (AU)

Processo FAPESP: 14/26855-5 - A paisagem como agente regulador da diversidade de culicídeos e da dinâmica de anofelinos vetores em assentamentos rurais com casos de malária na Amazônia Brasileira
Beneficiário:Leonardo Suveges Moreira Chaves
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado