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Caracterização da patogenicidade e sinalização química de cepas protótipo e amostras clínicas de Escherichia coli uropatogênica frente ao composto LED209

Texto completo
Autor(es):
Bruna Cardinali Lustri
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Araraquara. 2019-09-26.
Instituição: Universidade Estadual Paulista (Unesp). Faculdade de Ciências Farmacêuticas. Araraquara
Data de defesa:
Orientador: Cristiano Gallina Moreira
Resumo

As infecções do trato urinário são frequentes no mundo todo, sendo a Escherichia coli Uropatogênica (UPEC) o patógeno responsável pela maior parte dos casos de cistite e pielonefrite aguda. A patogenicidade das UPECs está relacionada a expressão de diversos fatores de virulência, sendo a regulação da expressão desses fatores mediada por moléculas sinalizadoras químicas que permitem a comunicação célula-célula inter e intra-reinos, o que facilita o processo de colonização e estabelecimento da patogênese. Um dos sistemas responsáveis por essas cascatas de sinalização é composto por uma proteína sensora de membrana (QseC) e outra reguladora de resposta citoplasmática (QseB), constituindo o sistema de dois componentes QseBC, capaz de reconhecer sinais produzidos pelo hospedeiro e por outras bactérias, levando a regulação da expressão de genes de virulência do patógeno. Estudos realizados pelo nosso grupo, evidenciaram atenuação da virulência de patógenos Gram-negativos na ausência do gene qseC, levando ao desenvolvimento de moléculas que atuassem inibindo essa via como o LED209. O objetivo do presente trabalho foi caracterizar cepas multi-droga resistentes (MDR) de UPECs obtidas a partir de isolados clínicos, além de investigar, in vitro e in vivo, a participação da via QseBC na patogênese e na virulência de cepas de UPECs e isolados clínicos MDR, com o uso do composto LED209 na atenuação da virulência frente a esses patógenos. Também constituiu o objetivo, o uso do ácido 3,4-di-hidroximandélico (DHMA), metabólito intermediário da norepinefrina, como quimioatrativo. Os resultados obtidos demonstraram uma elevada quantidade de isolados clínicos MDR produtores β-lactamases. O fenótipo de motilidade das cepas selvagens de UPEC foi influenciado pelo DHMA, sendo que o mesmo não foi observado para o mutante ∆qseC. Também foi verificado por qRT-PCR que na presença de DHMA, houve redução na expressão gênica de qseC, super expressão de visP e fimH nas cepas de UPEC. O DHMA apresentou efeito de inibição na formação de biofilme a 30°C e 37°C para todas as cepas. O uso do LED209 demonstrou efeito significativo na redução da formação de biofilme nas cepas testadas, embora não tenha afetado a motilidade dessas cepas. Os resultados dos experimentos in vivo não demonstraram diferenças significativas de colonização da bexiga entre as cepas de UPECs testadas e o mutante ∆qseC. Os resultados obtidos abrem perspectiva para o estudo mais aprofundado da influência do DHMA e do LED209 na expressão de genes de virulência em UPECs, além da necessidade de compreender o papel desempenhado por QseC para o processo infeccioso desses patógenos. (AU)