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Efeitos da suplementação com ácido graxo ômega-3 eicosapentaenoico (EPA) na cicatrização de feridas em camundongos diabéticos   : Effects of eicosapentaenoic (EPA) omega-3 fatty acid supplementation on wound healing in diabetic mice  

Texto completo
Autor(es):
Bürger, Beatriz
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Aplicadas
Data de defesa:
Orientador: Hosana Gomes Rodrigues
Resumo

A pele é a primeira barreira imunológica contra agentes físicos, químicos ou biológicos provenientes do ambiente externo e assim, deve ser reparada rapidamente quando danificada. O atraso da cicatrização resulta em aumento do tempo de hospitalização, altos custos aos serviços de saúde e baixa qualidade de vida. Tal atraso pode estar relacionado com doenças como o Diabetes Mellitus (DM). Embora várias abordagens terapêuticas tenham sido desenvolvidas para a cicatrização de feridas diabéticas nos últimos anos, a úlcera diabética continua sendo importante desafio clínico. O ácido graxo ômega-3 (?-3) eicosapentaenoico (EPA, 20:5) prejudica a reorganização de colágeno em feridas de camundongos saudáveis por aumentarem IL-10 no tecido cicatricial. Entretanto, não se sabe quais os efeitos desses ácidos graxos na cicatrização de feridas em diabéticos, assim o objetivo do presente trabalho é investigar os efeitos da administração oral com óleo rico EPA no processo de cicatrização em camundongos diabéticos. Para tanto, camundongos C57Black/6 machos foram divididos em três grupos: (C) Controle que receberam água como placebo; (D) diabéticos com diabetes induzido por estreptozotocina e foram suplementados com água; (ED) animais diabéticos que receberam suplementação oral de óleo rico em EPA. Foram avaliados o fechamento macroscópico da ferida, características histológicas do tecido cicatricial, resistência à tração da ferida; imunofenotipagem celular por citometria de fluxo, quantificação de citocinas por ELISA, expressão gênica de colágenos por PCR quantitativo. Na fase inflamatória (1 e 3 dias), os animais diabéticos apresentam redução de citocinas pró-inflamatórias (TNF-? e IL-6) o que pode estar relacionado com a redução do tecido de granulação nesses animais. Já na fase proliferativa (7 e 10 dias) ocorreu o aumento de citocinas (IL-1?, IL-6) e a quimiocina CXCL1, com consequente aumento do infiltrado inflamatório e edema no tecido de granulação. A suplementação com óleo rico em EPA nos camundongos diabéticos aumentou a concentração da citocina anti-inflamatória IL-10, na fase inflamatória, o que pode estar relacionado com a redução da migração de neutrófilos ao tecido cicatricial. Na fase proliferativa o óleo rico em EPA também apresentou efeitos anti-inflamatórios como o aumento de IL-10 e da razão neutrófilos/macrófagos o que indica uma redução da fagocitose de neutrófilos apoptóticos. Foi observado também redução da expressão gênica de colágeno 1A1 e consequentemente o aumento da fragilidade do tecido cicatricial. Alterações celulares e moleculares durante a cicatrização de feridas em camundongos diabéticos suplementados com óleo rico em EPA, geraram um tecido muito menos resistente e mais fácil de ser novamente rompido. Palavras chaves: Reparo tecidual, diabetes, ômega-3, colágeno (AU)

Processo FAPESP: 18/00529-5 - Efeitos da suplementaç'ão com ácido graxo ômega-3 eicosapentaenóico (EPA) na cicatrizaç'ão de feridas em camundongos diabéticos: enfoque na via do NLRP3
Beneficiário:Beatriz Burger
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado