Texto completo
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| Autor(es): |
Maiara Bordignon
Número total de Autores: 1
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| Tipo de documento: | Tese de Doutorado |
| Imprenta: | Campinas, SP. |
| Instituição: | Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Enfermagem |
| Data de defesa: | 2018-07-24 |
| Membros da banca: |
Maria Inês Monteiro;
Maria Lucia do Carmo Cruz Robazzi;
Marta Regina Cezar Vaz;
Heleno Rodrigues Corrêa Filho;
Pedro Fredemir Palha
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| Orientador: | Maria Inês Monteiro |
| Resumo | |
O conhecimento dos trabalhadores de enfermagem e suas habilidades profissionais tornam-lhes uma equipe com presença indispensável nas instituições de saúde. Entretanto, a literatura destaca que recrutar e reter estes trabalhadores é atualmente um desafio para várias nações e, neste contexto, a violência no trabalho e a capacidade para o trabalho são fatores investigados, sobretudo no exterior. O objetivo geral foi analisar a violência no contexto laboral e suas implicações na capacidade para o trabalho entre trabalhadores de enfermagem. Os objetivos específicos foram: (i) caracterizar a amostra estudada, segundo perfil e aspectos do trabalho; (ii) avaliar a ocorrência de violência no contexto laboral, a capacidade para o trabalho e aspectos em torno das intenções de abandono entre trabalhadores de enfermagem; (iii) identificar potenciais associações da violência com a capacidade para o trabalho; (iv) verificar potenciais associações da violência e da capacidade para o trabalho com a intenção do trabalhador deixar a instituição com a qual mantém vínculo formal de trabalho, a unidade e a profissão; e, (v) realizar revisão integrativa da literatura com foco na gestão da violência no trabalho na enfermagem para apoiar instituições na implementação de medidas contra este fenômeno. O estudo transversal foi desenvolvido com 267 trabalhadores de enfermagem de sete unidades de urgência e emergência, três instituições e dois estados do Brasil. Os trabalhadores responderam questionários e os dados foram analisados empregando-se a estatística descritiva, testes estatísticos, modelos de regressão linear generalizado e de Poisson e modelos esquemáticos. A maioria era técnico/auxiliar (73%), mulher (79,8%) e com 30–39 anos de idade (38,9%; 21–68). Mais da metade (61,6%) sofreu violência no trabalho (abuso verbal, assédio sexual e/ou violência física) nos últimos 12 meses e 73,6% testemunharam ao menos uma vez. Dos trabalhadores, 46,8% apresentaram boa capacidade para o trabalho. A intenção em deixar a unidade e a profissão foi, em média, 2,9 e 2,2 respectivamente, assim como 80,2% possuíam baixa intenção em deixar a instituição. Quem sofreu violência no trabalho estava menos propenso a apresentar capacidade para o trabalho boa/ótima e mais propenso a ter maior intenção em deixar a unidade e instituição, em relação aos que não sofreram. Aqueles que sofreram dois tipos ou mais de violência no trabalho estavam mais propensos a apresentarem maior intenção em deixar a profissão, comparado aos que não sofreram. O aumento da capacidade para o trabalho diminuiu a probabilidade de apresentar maior intenção em deixar a unidade e profissão. Finalmente, considerando os resultados do estudo com trabalhadores desenvolveu-se uma revisão integrativa da literatura no CINAHL, MEDLINE e Proquest Central para avaliar a aplicabilidade da simulação como estratégia para apoiar estudantes e trabalhadores de enfermagem a lidarem com a violência no trabalho. Concluiu-se, pelos testes simples e modelos de regressão, que a violência no trabalho pode prejudicar a capacidade para o trabalho e ambas podem levar à intenção em deixar a unidade, instituição e profissão. A revisão indicou que a simulação pode ser útil para intervenção contra a violência, mas evidências ainda precisam ser construídas (AU) | |
| Processo FAPESP: | 16/06128-7 - Capacidade para o trabalho, violência e intenções de abandono entre trabalhadores de enfermagem |
| Beneficiário: | Maiara Bordignon |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado Direto |