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Corpo fechado: antropologia do boxe olímpico brasileiro

Texto completo
Autor(es):
Michel de Paula Soares
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: São Paulo.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH/SBD)
Data de defesa:
Membros da banca:
Jose Guilherme Cantor Magnani; Ana Leticia de Fiori; Stella Zagatto Paterniani; Alexandre Barbosa Pereira; Rolf Malungo de Souza
Orientador: Jose Guilherme Cantor Magnani
Resumo

Quando o treinador de boxe olímpico Paco Garcia chegou ao Brasil para trabalhar, em 1995, encontrou uma pequena cena de boxe competitivo, principalmente nas periferias das capitais paulista, carioca e soteropolitana. Nessas cidades, a tradição de boxear vinha sendo mantida por clubes, linhagens familiares, pequenas academias e, especificamente em Salvador, por influência da dança popular embalada por blocos de carnaval. Na mala, o treinador cubano trouxe uma metodologia inovadora, científica e eficaz, criada em Cuba logo após a revolução de Fidel Castro. Esse conhecimento possibilitou o desenvolvimento e expansão do boxe olímpico em terras tupiniquins. Passados quase trinta anos, o resultado foi a consolidação da equipe olímpica brasileira como a melhor das Américas no ano de 2023. Como se desenvolveu o boxe no Brasil após a chegada do treinador cubano, as tensões, predisposições, arranjos, embates e personagens, é o que guia o presente documento. Para cumprir tal objetivo, realizei uma pesquisa etnográfica em cidades da Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco. Em Cuba, estive em Havana e Santiago. Foram dezenas de academias e equipes visitadas, encontros, conversas e entrevistas com treinadores e professores responsáveis pela ascensão da modalidade. Como pretendo demonstrar, a circulação de treinadores, atletas e metodologias de treinamento entre Bahia, São Paulo e Cuba foi fundamental para a consolidação institucional da modalidade. Dessa maneira, defendo a tese de que são três os fatores que, correlacionados, possibilitam a vitoriosa experiência brasileira: pedagogia revolucionária, expansão dos projetos sociais e uma ética rebelde. Fazer-se boxeador olímpico significa fazer-se em mobilidade em um universo onde o corpo é central (AU)

Processo FAPESP: 19/10124-5 - Outra forma de esportes é possível? Formação de jovens atletas no boxe com valor
Beneficiário:Michel de Paula Soares
Modalidade de apoio: Bolsas no Brasil - Doutorado