Texto completo
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| Autor(es): |
Kelly Yoshida de Melo
Número total de Autores: 1
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| Tipo de documento: | Dissertação de Mestrado |
| Imprenta: | Ribeirão Preto. |
| Instituição: | Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (PCARP/BC) |
| Data de defesa: | 2025-07-17 |
| Membros da banca: |
Hugo Celso Dutra de Souza;
Aparecida Maria Catai
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| Orientador: | Hugo Celso Dutra de Souza |
| Resumo | |
Introdução: A variabilidade da frequência cardíaca (VFC) é determinada por processos fisiológicos com distintas frequências de ocorrência. Dentre eles, destacam-se os componentes autonômicos simpático e parassimpático. No entanto, o coração também apresenta uma variabilidade da frequência cardíaca intrínseca (VFCi) que pode influenciar a VFC e a modulação autonômica sobre o coração. Nesse caso, nós suspeitamos que doenças cardiovasculares, a exemplo da hipertensão, mas também o treinamento físico aeróbio possa modificar a VFCi. Objetivos: Avaliar se há diferenças na VFCi entre ratos normotensos e espontaneamente hipertensos (SHR; spontaneously hypertensive rats), e a relação com a modulação autonômica da VFC. Adicionalmente, investigaremos se o treinamento físico aeróbio influencia a VFCi e se há uma relação com a frequência cardíaca (FC) de marcapasso. Métodos: 48 ratos com 18 semanas, foram distribuídos em dois grupos: grupo de ratos normotensos (n=24) e grupo de SHR (n=24). Cada grupo foi subdividido em 2 grupos menores; grupo de ratos não treinados; e grupo de ratos treinados durante 12 semanas por meio da natação em sessões diárias de 45 min. A análise da VFC foi realizada por meio do registro dos intervalos dos batimentos cardíacos com os animais acordados, antes e após o duplo bloqueio autonômico cardíaco com atropina e propranolol. Por sua vez, a análise da VFCi foi realizada utilizando os registros dos intervalos de pulso obtidos com a técnica de Langendorff em coração isolado. A metodologia de análise da variabilidade envolveu métodos lineares e não lineares. RESULTADOS: Os resultados demonstram que, mesmo na ausência da modulação autonômica, o coração isolado apresenta uma importante flutuação entre os batimentos cardíacos. Nesse caso, o grupo hipertenso apresentou valores reduzidos nas oscilações correspondentes à modulação vagal, envolvendo os índices de HF em valores absolutos (análise espectral), 2V% (análise simbólica) e SD1 (Gráfico de Poincaré), sugerindo uma menor variabilidade na regulação intrínseca do ritmo cardíaco nessa faixa de frequência (0,75-2,5Hz). Por fim, o treinamento físico não influenciou significativamente as oscilações intrínsecas cardíacas. CONCLUSÃO: O coração isolado apresenta uma expressiva VFC. Nesse sentido, a exposição prolongada às alterações decorrentes da HAS parece condicionar a frequência cardíaca intrínseca do coração isolado a padrões associados à modulação simpática. (AU) | |
| Processo FAPESP: | 22/08973-7 - Efeito da hipertensão arterial sistêmica sobre a variabilidade cardíaca intrínseca e o papel modulador do treinamento físico aeróbio |
| Beneficiário: | Kelly Yoshida de Melo |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |