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Duração do período de molhamento em vinhedo de \'Niagara Rosada\' e sua relação com a ocorrência de míldio (Plasmopara viticola)

Texto completo
Autor(es):
Jorge Lulu
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Piracicaba.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz
Data de defesa:
Membros da banca:
Luiz Roberto Angelocci; Mario Jose Pedro Junior; Sonia Maria de Stefano Piedade; João Alexio Scarpare Filho; Maurilo Monteiro Terra
Orientador: Paulo Cesar Sentelhas
Resumo

Atualmente, a videira Niagara Rosada é a variedade de uva de mesa mais cultivada no Estado de São Paulo, Brasil. Contudo, sua produtividade e custo de produção têm sido afetados pela ocorrência de doenças fúngicas, principalmente o míldio, causado pelo fungo Plasmopara viticola. Para o controle dessa doença, têm sido feitas pulverizações com fungicidas, as quais muitas vezes em excesso. Dentre as variáveis meteorológicas que influenciam a ocorrência de doenças fúngicas nas plantas, a duração do período de molhamento (DPM) é uma das mais importantes. A presença de molhamento sobre a superfície das plantas provê a água requerida pelos patógenos para o processo de germinação e infecção do tecido foliar. Visando a subsidiar sistemas agrometeorológicos de alerta fitossanitário, cuja finalidade é possibilitar a racionalização do uso de fungicidas, os objetivos do presente estudo foram: determinar a posição da videira com a DPM mais longa e sua relação com a DPM medida na posição padrão, a 30 cm de altura sobre o gramado; avaliar a estimativa da DPM sobre o gramado por diferentes modelos a partir de dados meteorológicos obtidos em uma estação meteorológica padrão e verificar as relações entre a DPM estimada para o gramado e a DPM medida no vinhedo; e correlacionar a epidemiologia do míldio (P. viticola) durante o ciclo da videira Niagara Rosada, sem controle químico, com as variáveis DPM medida no vinhedo (posição da videira com a DPM mais longa), DPM estimada na posição padrão sobre o gramado pelo melhor modelo, assim como com outras variáveis meteorológicas. A DPM foi medida em posição padrão sobre o gramado e em quatro diferentes posições da videira: topo da planta com a face superior do sensor voltada para sudoeste e nordeste (Topo-SW e Topo-NE) e altura dos cachos de uva com a face superior do sensor voltada para sudoeste e nordeste (Dossel-SW e Dossel-NE). A epidemiologia do míldio foi avaliada sem controle químico, utilizando-se escala de notas de 0 a 4, com nove níveis de severidade, para as folhas e cachos da videira. No estudo da variabilidade espacial da DPM, não houve diferença significativa entre a parte mais alta (1,6 m) e a parte mais baixa (1,0 m) da videira, assim como entre as faces sudoeste e nordeste das plantas. Ao se analisar a relação entre a DPM sobre o gramado e a DPM nas diferentes posições da videira obtida por meio de regressão linear simples, observou-se uma boa correlação, com R2 = 0,88. Na avaliação dos modelos de estimativa da DPM, o modelo CART foi o que teve o melhor desempenho sobre o gramado, sendo que esta estimativa também apresentou uma boa correlação com a DPM medida no interior do vinhedo. Isso permitiu concluir que é possível estimar a DPM no vinhedo de Niagara Rosada a partir de medidas ou estimativas da DPM na estação meteorológica padrão. Na modelagem do desenvolvimento do míldio, a DPM esteve presente nas melhores correlações com a severidade do míldio na videira Niagara Rosada, mostrando a grande importância desta variável para a ocorrência de doenças fúngicas nos vinhedos. (AU)

Processo FAPESP: 05/50629-6 - Variabilidade espacial e estimativa da duração do período de molhamento em Vinhedo de "Niagara Rosada"
Beneficiário:Jorge Lulu
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado