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Controle hormonal da defesa à herbivoria em tomateiro

Texto completo
Autor(es):
Marcelo Lattarulo Campos
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Piracicaba.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz
Data de defesa:
Membros da banca:
Lazaro Eustaquio Pereira Peres; Wilson Roberto Maluf; Daniel Scherer de Moura
Orientador: Lazaro Eustaquio Pereira Peres
Resumo

Apesar de sua elevada importância econômica mundial, o cultivo do tomateiro é classificado como de alto risco devido à infestação da cultura por um grande número de pragas e doenças. Esse problema leva tal cultura a depender amplamente da aplicação de agroquímicos que, além de elevaram o custo de produção, são potenciais causadores de danos ambientais e do aparecimento de outras pragas e doenças. Observando o problema mais detalhadamente, pode-se perceber que uma grande parcela das perdas advém dos danos causados por artrópodes herbívoros, os quais são capazes de se alimentar de diversas partes da planta, causando, geralmente, perda de produtividade. Apesar disso, o tomateiro apresenta mecanismos de defesa naturais contra tais pragas, como tricomas e aleloquímicos, que agem intoxicando os artrópodes, dificultando sua movimentação e/ou alterando varias fases de seu desenvolvimento. A busca por genótipos de tomateiro com maior densidade de tricomas e elevado teor de aleloquímicos é hoje considerado um hot spot de pesquisa, devido ao benefício que trariam como redução do custo de produção e maior produtividade. Sabese que vários hormônios vegetais estão ligados a geração de caracteres anti-herbivoria, mas, atualmente, um grande foco vem sendo dado somente ao ácido jasmônico, devido ao seu claro papel na formação de tricomas, aleloquímicos, inibidores de proteases, dentre outros. Visando mostrar a importância de uma abordagem multi-hormonal nesse tipo de estudo, o presente trabalho teve como objetivo avaliar quais hormônios vegetais estão envolvidos com a formação de vários caracteres anti-herbivoria em tomateiro, como densidade de tricomas e teor de aleloquímicos e inibidores de protease. Para tal, fez-se uso da um grande número de mutantes hormonais introgredidos na cultivar Micro-Tom (a qual apresenta diversas facilidades de trabalho como porte reduzido e rápido ciclo de vida). Demonstrou-se que, apesar do ácido jasmônico ser extremamente importante na formação de tais caracteres, outros hormônios também atuam fortemente em tal papel. Etileno, giberelinas e auxina alteram de forma indireta a densidade de tricomas em tomateiro, através de alteração na área de células epidérmicas. O ácido jasmônico é um forte regulador positivo da formação de tricomas, do aleloquímico zingibereno e da formação de inibidores de protease. De forma antagônica, brassinosteróides parecem controlar negativamente a densidade de tricomas, a produção de zingibereno e inibidores de protease. Interessantemente, observou-se que esse controle negativo efetuado por brassinosteróides acontece através de um controle na via do ácido jasmônico, o qual foi comprovado pela produção de duplos mutantes. Resultados obtidos em testes com o herbívoro polífago Spodoptera frugiperda e com a praga de tomate Tuta absoluta (traça-do-tomateiro), bem como de análise de expressão gênica comprovaram a importância do ácido jasmônico, brassinosteróides e sua interação na defesa a herbivoria. Os resultados aqui apresentados sugerem que o foco para futuros estudos da formação de mecanismos anti-herbivoria em tomateiro deve ser voltado não só para o ácido jasmônico como para brassinosteroides e para suas ações antagônicas. (AU)

Processo FAPESP: 06/05911-8 - Interação entre o ácido jasmônico e outras classes hormonais na resposta à herbivoria em Lycopersicon esculentum Mill. Syn. Solanum lycopersicon L. (Solanaceae)
Beneficiário:Marcelo Lattarulo Campos
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado