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Dziedzickia Johannsen e Schnusea Edwards (Diptera, Mycetophilidae): diversidade das espécies neotropicais e análise filogenética

Texto completo
Autor(es):
Sarah Siqueira de Oliveira
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Ribeirão Preto.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (PCARP/BC)
Data de defesa:
Membros da banca:
Dalton de Souza Amorim; Carlos José Einicker Lamas; Charles Morphy Dias dos Santos
Orientador: Dalton de Souza Amorim
Resumo

A família Mycetophilidae (Diptera) é a segunda mais numerosa e diversificada da infraordem Bibionomorpha. Inclui tradicionalmente sete subfamílias: Sciophilinae, Gnoristinae, Mycomyiinae, Leiinae, Manotinae, Allactoneurinae e Mycetophilinae. Os gêneros Dziedzickia e Schnusea, foco deste estudo, pertencem à subfamília Gnoristinae. Dziedzickia foi descrito por Johannsen, em 1909. A maioria de suas espécies é conhecida da região Neotropical (38 espécies viventes), porém também ocorrendo nas regiões Paleártica (2), Neártica (7), Oriental (1) e Afrotropical (5). O gênero neotropical Schnusea foi estabelecido por Edwards, em 1933. Atualmente, reconhecem-se cinco espécies viventes. Uma das características considerada apomórfica do gênero Schnusea é a ausência completa da venação alar M1+2, a qual pode ser plesiomórfica nas espécies de Dziedzickia, sugerindo que esse último gênero poderia ser parafilético com relação ao primeiro. O estudo de diversidade resultou no reconhecimento de 47 espécies neotropicais válidas, incluindo seis espécies novas de Dziedzickia e três espécies como sinônimos juniores, e na inclusão de Schnusea como sinônimo júnior de Dziedzickia. Além disso, é apresentada uma chave de identificação para as espécies neotropicais do gênero. Para a análise filogenética foram levantados 41 caracteres morfológicos de indivíduos adultos, resultando em uma amostragem de 49 (somente machos) e 55 (machos e fêmeas) táxons terminais. Foram realizadas buscas heurísticas com pesos iguais e pesagem implícita, seguidas por uma análise de sensibilidade. A análise de sensibilidade foi realizada com o intuito de avaliar quantas vezes cada clado aparece em relação aos diferentes valores de k. Não há diferenças entre a análise de sensibilidade realizada somente com machos e aquela realizada com machos e fêmeas. Em todas as análises, as espécies assinaladas a Schnusea formam um clado bem suportado dentro de Dziedzickia e Gnoristinae é corroborada como um grupo monofilético. O gênero Dziedzickia é monofilético após a inclusão de Schnusea. A metodologia de análise de sensibilidade mostrou-se uma ferramenta útil como medida de suporte, indicando a robustez de alguns clados quando diferentes parâmetros de análise são utilizados. Dois padrões biogeográficos bem circunscritos foram encontrados para as espécies neotropicais de Dziedzickia: um composto por espécies com distribuição restrita ao sul da América do Sul e outro formado por espécies com distribuição ao norte da América do Sul e Região do Caribe. Ademais, existe um clado formado por apenas espécies afrotropicais, corroborando a idéia de que o gênero apresenta diferentes subgrupos com disjunção intercontinental. (AU)