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Diptera: dados morfológicos, moleculares e sistemática

Processo: 16/50369-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2018 - 31 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Taxonomia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:Dalton de Souza Amorim
Beneficiário:Dalton de Souza Amorim
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Zoologia (classificação)  Morfologia animal  Diptera  Propriedades moleculares  Sistemática 

Resumo

Apesar das estimativas indicando a existência de cerca de 1,6 milhão de espécies de Diptera, atualmente são conhecidas na região neotropical apenas 31.000 de um total de 152.000 para o mundo (20%). Estima-se que a neotrópica seja uma das regiões mais diversas, o que demanda para seu estudo um grande contingente de recursos humanos. Neste sentido, a formação contínua de especialistas nos diferentes dados de Diptera, capacitados a realizar trabalhos de qualidade e robustez em atividades como curadoria de coleções, levantamento de fauna e estudos de padrões de diversidade apresenta grande relevância. Os trabalhos aqui propostos contemplam um número abrangente de famílias de Diptera (Chloropidae, Calliphoridae, Dolichopodidae, Drosophilidae, Lauxaniidae, Mesembrinellidae, Mycetophilidae, Phoridae, Sarcophagidae, Scatopsidae, Sepsidae, Stratiomyidae, Xylomyidae e Xylophagidae), além de algumas famílias de Neuroptera (Chrysopidae, Coniopterygidae e Dilaridae), os quais são estudados por membros e colaboradores do laboratório proponente. Será dada ênfase à grupos sem outros especialistas no Brasil (Drosophilidae: Cladochaetini); grupos cuja delimitação de espécies e gêneros utilizando apenas caracteres morfológicos seja particularmente complexa (Mesembrinellidae); e grupos com uma grande base de informação morfológica, que permite a abordagem de problemas biogeográficos e evolutivos complexos (Bibionomorpha). Em Cladochaetini, há uma grande quantidade de material já triado e identificado para o Brasil e demais países da região neotropical, oriundos de diferentes coleções, do qual mais de cem novas espécies aguardam descrição. Isso reflete diretamente o fato de que a carência de especialistas faz com que muito do esforço de coleta já realizado não se reflita diretamente em um conhecimento satisfatório da biodiversidade de um grupo. Para Mesembrinellidae, um trabalho em andamento de filogenia utilizando dados moleculares tem mostrado que alguns dos táxons de ampla distribuição (contínua ou disjunta) correspondentes a espécies nominais consideradas na família podem, de fato, englobar mais de uma espécie biológica. Isso implica na necessidade e importância da condução de estudos moleculares, associados à um conhecimento taxonômico e de distribuição geográfica, para proposição de hipóteses de limites específicos mais refinadas. Por fim, para as famílias de Bibionomorpha, o conhecimento aprofundado da sistemática de alguns gêneros na família com padrões de distribuição temperado e tropical permite estudos de divergência genética, especiação, padrões biogeográficos e idade de dadogênese particularmente informativos sobre evolução da América do Sul. A combinação de abordagens morfológicas e moleculares para o exame de problemas evolutivos e taxonômicos, como filogenia e grau de divergência molecular entre espécies nominais, começa a construir um arsenal extremamente poderoso para a sistemática moderna. Além de contribuir para o aumento do conhecimento taxonômico das famílias na região, ela permite abordar paralelamente problemas de maior ordem. O fato de serem utilizados grupos de diferentes níveis na evolução de Díptera? Com ênfase para Mesembrinellidae e Calliphoridae em Calyptratae, Cladochaeta e Diathoneura em Acalyptratae, e Mycetophilidae em Bibionomorpha, na base de Diptera? Permite inferir padrões evolutivos gerais no grupo, com uma abordagem ampla e integrada no estudo da diversidade de Diptera no Brasil. (AU)