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Da fachada atlântica ao âmago da hiléia: integração nacional e fluidez territorial no processo de expansão da fronteira agrícola

Texto completo
Autor(es):
Daniel Monteiro Huertas
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: São Paulo.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Data de defesa:
Membros da banca:
Maria Mónica Arroyo; Ricardo Abid Castillo; Wanderley Messias da Costa
Orientador: Maria Mónica Arroyo
Resumo

O peso crescente do agronegócio na economia brasileira e as discussões em torno do modelo de desenvolvimento ideal para as áreas de expansão da fronteira agrícola têm sido um dos focos de debate relevantes para o futuro do País. Em um mundo ditado por um sistema econômico cada vez mais complexo, que exige respostas rápidas e adequadas à sua lógica, torna-se um imperativo distribuir a produção com eficiência, otimizando custos e valorizando os lugares circunscritos pela atuação das grandes empresas. A expansão dessas zonas, a partir da década de 1950, proporcionou uma complexidade territorial susceptível à análise geográfica, configurando um subsistema de circulação que estreita o vínculo de fluxos de partes das regiões Centro-Oeste e Norte ao restante do País. A proposta deste trabalho, então, parte da hipótese de que uma rede estruturadora de fluxos materiais, composta pelo entrelaçamento de vetores hidroviários e rodoviários em pontos nodais estratégicos, está se configurando para atender aos anseios da inserção e do crescimento de relevantes circuitos produtivos (principalmente soja, madeira, recursos minerais e pecuária bovina) nessas áreas, tidas até recentemente como desprovidas de movimento. À luz da teoria do espaço geográfico, procuramos direcionar o foco de nosso objeto de estudo para a fluidez territorial nessas \"porções\" do território nacional e analisamos a constituição das redes técnicas mediante uma periodização condizente com as transformações do meio geográfico. Por trás da instalação do meio técnico-científicoinformacional no período atual, desenha-se um quadro composto por elementos relacionados ao binômio psicosfera - tecnosfera que tenta justificar os eventos portadores de racionalidades exógenas ao lugar. Além de tentarmos demonstrar e explicar a configuração da rede supracitada (\"quadrilátero\" Manaus - Belém - DF/Goiânia - Porto Velho), como preocupação analítica paralela pretendemos refletir sobre a emergência de uma coesão territorial que possa fortalecer o ainda tênue perfil do mercado nacional. Assim, cabe perguntarmos de que maneira o avanço da fronteira agrícola está se desenvolvendo e a quem realmente beneficiará. (AU)

Processo FAPESP: 04/11375-6 - Da latitude 19 graus ao equador: a configuração de uma rede articuladora de fluxos nas áreas de expansão da fronteira agrícola
Beneficiário:Daniel Monteiro Huertas
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado