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Avaliação da exigência nutricional na fase inicial do crescimento de espécies florestais nativas

Texto completo
Autor(es):
Maria Claudia Mendes Sorreano
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Piracicaba.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz
Data de defesa:
Membros da banca:
Ricardo Ribeiro Rodrigues; Janice Guedes de Carvalho; Sergius Gandolfi; Reges Heinrichs; Takashi Muraoka
Orientador: Ricardo Ribeiro Rodrigues
Resumo

O projeto tem como hipótese de trabalho que as espécies florestais tem exigências nutricionais e respostas ao stress nutricional diferenciados e que a complementação nutricional é um dos principais fatores determinantes do sucesso de projetos de recuperação florestal. Este trabalho teve como objetivo avaliar as exigências nutricionais e os efeitos da omissão de macro e micronutrientes em espécies florestais nativas de diferentes grupos sucessionais, mais usadas ou indicadas para recuperação de áreas degradadas no Estado de São Paulo. As espécies estudadas, agrupadas de acordo com o seu grupo sucessional, foram: pioneiras e secundárias iniciais - Tapirira guianensis, Ceiba speciosa, Cecropia pachystachya, Croton urucurana, Lonchocarpus muehlbergianus, Acacia polyphylla, Enterolobium contortisiliquum, Inga uruguensis, Guazuma ulmifolia, Aegiphila sellowiana, Cytharexyllum myrianthum; secundárias tardias e clímax - Astronium graveolens, Myroxylon peruiferum, Hymenaea courbaril, Cariniana legalis, Esenbeckia leiocarpa, Genipa americana. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, em blocos ao acaso, com três repetições e treze tratamentos para cada espécie, empregando a técnica de diagnose por subtração (-N, - P, -K, -Ca, -Mg, -S, -B, -Cu, -Fe, -Mn, -Mo, -Zn), sendo que, num dos tratamentos, as espécies foram cultivadas em solução nutritiva completa, com todos os macros e micronutrientes. As plântulas foram transplantadas para vasos de 2 L contendo solução nutritiva. Foram avaliadas: altura, diâmetro, número de folhas e ramos, produção de matéria seca da parte aérea (folhas e ramos + caule) e raízes, teor de nutrientes da matéria seca da parte aérea e raízes. Para avaliar as alterações ultraestruturais causadas pela deficiência de nutrientes em Ceiba speciosa foi utilizada a técnica de microscopia eletrônica de transmissão. Concluiu-se que: 1) a omissão dos nutrientes resultou em alterações morfológicas traduzidas em anormalidades visíveis, sendo que, os micronutrientes B, Fe Cu e Zn quando omitidos causam os primeiros sintomas, seguidos pelos macronutrientes N, P e K, para os diferentes grupos ecológicos; 2) as mudas de espécies iniciais da sucessão mostraram-se mais sensíveis à omissão de macro e micronutrientes demonstrando os sintomas de deficiências visuais mais rapidamente que as mudas de espécies de crescimento lento; 3) quando se agrupa a espécie florestal independente do grupo ecológico a que elas pertencem, verificamos que essas apresentaram um denominador comum, ou seja, os tratamentos com omissão de N, Ca, B, Cu e Zn foram os que mais afetaram o incremento em altura, diâmetro do colo, número de ramos e folhas, para as 17 espécies estudadas. Já a produção de matéria seca foi prejudicada pela omissão de N, Cu, Fe e Zn; 4) a variação do teor foliar de macro e micronutrientes deve refletir as exigências distintas das diversas espécies; 5) a omissão de macro e micronutrientes provocou alterações na ultraestrutura de células do limbo foliar de Ceiba speciosa, relacionadas aos sintomas visíveis de deficiência nutricional; 6) este estudo deve ser considerado como preliminar para trabalhos de campos destinados a programas de correção de solos e adubação para as diferentes espécies. (AU)

Processo FAPESP: 02/13193-7 - Avaliação da exigência nutricional na fase inicial do crescimento de espécies florestais nativas utilizadas em recuperação de áreas degradadas
Beneficiário:Maria Claudia Mendes Sorreano
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado