| Processo: | 06/52722-6 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2006 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2008 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica |
| Pesquisador responsável: | Ricardo Sobhie Diaz |
| Beneficiário: | Daniela Teixeira |
| Instituição Sede: | Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 04/15856-9 - Análise prospectiva das características virológicas e imunológicas em indivíduos com infecção recente pelo HIV-1 das cidades de São Paulo e Santos, SP, AP.TEM |
| Assunto(s): | Reação em cadeia da polimerase em tempo real HIV HIV-1 AIDS |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Hiv 1 | Pcr Em Tempo Real | Recombinantes | Regiao Env | Regiao Pol | Subtipos |
Resumo No Brasil, evidencia-se uma epidemia de HIV-1/AIDS onde os subtipos virais B, C e F co-circulam. A presença de dois ou mais subtipos possibilita a ocorrência de co-infecção e superinfecção, o que pode gerar recombinantes intersubtipos de HIV-1. O HIV é um retrovírus e, como tal, possui uma enzima responsável por sintetizar DNA a partir de RNA, chamada transcriptase reversa. Durante a transcrição reversa, esta enzima realiza "saltos" ao logo do genoma viral diplóide, podendo variar entre as duas fitas de RNA que o compõem. Na vigência de co-infecção ou superinfecção, uma célula infectada por dois subtipos distintos pode gerar uma partícula viral híbrida ou heterozigota, ou seja, contendo cadeias de RNA provenientes de subtipos distintos. Esta partícula viral heterozigota pode infectar uma nova célula e produzir provírus recombinantes. O processo de recombinação é, evolutivamente, o mecanismo mais rápido de acúmulo de vantagem adaptativa, podendo gerar vírus capazes de evadir às pressões seletivas imunológicas e farmacológicas e, portanto, favorecer a manutenção da espécie. Mesmo não tendo, até o momento, dados suficientes que comprovem a eventual vantagem de um subtipo em relação ao outro e/ou de seus recombinantes quanto à resposta ao tratamento anti-retroviral e a capacidade replicativa, uma amostragem representativa de recombinantes entre os subtipos B e F já foi amplamente descrita na epidemia brasileira. Recentemente nosso grupo descreveu as primeiras formas recombinantes circulantes brasileiras (CRF) do HIV-1, os CRF28 e CRF29. A otimização de testes mais eficientes e baratos para detecção destes recombinantes podem auxiliar na determinação da dinâmica de sua expansão na epidemia brasileira. (AU) | |
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