| Processo: | 08/51487-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2008 |
| Data de Término da vigência: | 31 de maio de 2010 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia |
| Pesquisador responsável: | Lourenço Sbragia Neto |
| Beneficiário: | Lourenço Sbragia Neto |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Campinas |
| Assunto(s): | Biomateriais |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Biomaterial | Fetal Surgery | Gastroschisis | Gut Development | Rat |
Resumo
A Gastrosquise (G) é definida como a herniação das alças intestinais (em geral na parte lateral direita do umbigo) e como conseqüência, o intestino fetal entra em contato com o líquido amniótico e o neonato nasce com as vísceras abdominais expostas. Na fisiopatologia do defeito, o tempo de exposição das alças intestinais ao líquido amniótico é um dos fatores envolvidos no comprometimento das vísceras expostas e contribui para a maior morbidade e mortalidade da doença. O óxido nítrico (NO) tem papel importante na modulação da permeabilidade da mucosa e na motilidade de músculos lisos intestinais e pode ter aplicação biomédica se for incorporado em matrizes que atuem como veículo de liberação do NO. Os hidrogéis, como o N-isopropilacrilamida/ácido acrílico (PNIPAAm-co-AAc), podem ser estas matrizes, pois são de uso terapêutico, atóxicos e bons candidatos à sistemas de entrega de drogas, além de servir como capa para ferimentos e proteger contra à agressão química ou microbiana. Para isso, é necessário que o hidrogel se mantenha aderido à serosa quando aplicado sobre o intestino da G por meio da utilização de adesivos naturais, como o a fibrina. Na literatura há poucos relatos sobre o uso de materiais biossintéticos como protetores da superfície de um órgão ou tecido que tenham habilidade de doador NO e que potencialmente poderiam proteger as alças intestinais da G quando em contato com o líquido amniótico intra-útero. Portanto, a utilização do hidrogel associado ao NO aplicado ao modelo de G experimental em ratas poderia trazer subsídios para a possível aplicação do tratamento pré-natal ou mesmo neonatal gerando produtos de utilização farmacológica comercial e contribuir para diminuir o custo e a morbi-mortalidade da doença. (AU)
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