| Processo: | 09/13987-2 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2010 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2012 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Jaime Aparecido Bertoluci |
| Beneficiário: | Lucas Rodriguez Forti |
| Instituição Sede: | Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Anura Bioacústica Ecologia de comunidades Mata Atlântica |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Anura | Bioacústica | Mata Atlântica | Modelos nulos | Partilha de nicho | Ecologia de comunidades |
Resumo As interações biológicas, tais como a competição e predação, são forças importantes que podem determinar a distribuição e a abundância de organismos na natureza. Comunidades naturais compostas por espécies que utilizam o mesmo recurso de forma semelhante supostamente são estruturadas pela competição interespecífica. Tal força interativa do processo evolutivo pode ter levado à diferenciação de nicho entre os competidores no passado, sendo esse fator relevante para explicar a coexistência de espécies similares. As comunidades de anuros tropicais são caracterizadas por alta diversidade e grande sobreposição espacial de espécies em ambientes reprodutivos, onde a alta densidade de machos de diferentes espécies em atividade de vocalização pode causar problemas de comunicação intra e interespecífica por interferência acústica. Por essa razão, pesquisadores vêm avaliando, na grande maioria das vezes de forma empírica, estratégias que as espécies de anuros podem empregar para reduzir a competição por canais acústicos no interior da comunidade, como a separação espectral (uso de diferentes faixas de frequência) e a diferenciação espacial e/ou temporal. O presente trabalho propõe-se a estudar comunidades de anuros de cinco localidades de Mata Atlântica do estado de São Paulo, com o principal objetivo de testar, por meio de modelos nulos, se ocorre partilha de nicho acústico e espacial entre as espécies. A coleta de dados será feita em pelo menos cinco ambientes reprodutivos previamente selecionados em cada localidade. No mínimo cinco indivíduos de cada espécie das comunidades serão gravados e seus micro-habitats de vocalização serão caracterizados quanto à natureza, altura do substrato e distância da água. | |
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