Resumo
O presente estudo visa avaliar o grau de contaminação da água, sedimento, vegetação e do caranguejo-uçá por metais pesados, em cinco manguezais paulistas, bem como analisar o impacto genotóxico sobre as populações deste crustáceo, com base na freqüência de células micronucleadas. Os manguezais são áreas de preservação permanente (APPs) e berçários de diversas espécies animais, incluindo o caranguejo-uçá, que é amplamente comercializado e consumido pelo homem em regiões litorâneas. Serão avaliadas cinco áreas de manguezal do Estado de São Paulo (Cananéia, Iguape, Juréia, Cubatão e São Vicente), previamente selecionadas de acordo com seu nível de poluição, cada uma delas representadas por três subáreas de amostragem. O sedimento, folhas da vegetação arbórea (Rhizophora mangle), estruturas corpóreas do caranguejo-uçá (Ucides cordatus) e água da galeria deste crustáceo serão amostrados para a quantificação de seis metais pesados (Cd, Cu, Pb, Cr, Mn e Hg), por espectrometria de absorção atômica. A hemolinfa de cinco caranguejos capturados/subárea (n=75) será colhida para o preparo de três lâminas/exemplar, que depois de coradas terão o número de células micronucleadas (MNs) quantificado sob microscópio óptico comum (1000X). Os dados obtidos pela quantificação de MNs, bem como dos níveis para cada metal pesado, serão submetidos à ANOVA simples e "nested" ANOVA, respectivamente, e as médias comparadas pelo Teste de Tukey (5%). Os resultados obtidos permitirão avaliar o estado de conservação dos manguezais e da qualidade dos estoques pesqueiros de U. cordatus, bem como compor parte dos parâmetros avaliadores de sanidade dessa espécie, e orientando ações pelos órgãos governamentais para seu manejo. (AU)
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