| Processo: | 09/51676-9 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2009 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2013 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral |
| Pesquisador responsável: | José Antunes Rodrigues |
| Beneficiário: | Andréia Lopes Durand |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Hipotálamo Vasopressinas Etanol Reatividade cardiovascular |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Etanol | Hipotalamo | Reatividade Vascular | Vasopressina |
Resumo O álcool representa uma das mais importantes drogas de abuso em nossa sociedade moderna, uma vez que seu consumo é lícito. Ele é capaz de atravessar rapidamente a barreira hemato-encefálica modificando propriedades elétricas e químicas no sistema nervoso central, conseqüentemente alterando respostas neuroendócrinas, comportamentais e cardiovasculares. O etanol é extremamente conhecido como um agente tóxico e inúmeros estudos, em humanos e animais experimentais, têm demonstrado que o etanol está associado com alterações autonômicas e humorais. Particularmente, seu consumo crônico está associado com o desenvolvimento da hipertensão arterial. Entretanto o mecanismo da hipertensão induzida pelo etanol não é completamente conhecido, e vários mecanismos são propostos, entre eles: modificações na atividade de sistemas neuro-hormonais e de neurotransmissores cerebrais, modificação na atividade de agentes pressores e depressores periféricos, ativação do sistema nervoso simpático, alteração na contratilidade do músculo liso vascular, e alterações na atividade do barorreflexo. Além disso, o consumo crônico de etanol pode estar associado à perda de neurônios e células gliais. Nosso grupo mostrou que o tratamento crônico com etanol em ratos aumenta os níveis basais de pressão arterial média e a concentração plasmática de vasopressina (AVP), bem como a expressão do RNAm de AVP nos núcleos supra-óptico e para ventricular do hipotálamo destes mesmos animais. Devido ao aumento da concentração plasmática de AVP e por ser um potente vasoconstritor, é possível que a AVP possa estar envolvida na manutenção da hipertensão associada com consumo crônico de etanol em nosso modelo. Além da AVP, outros sistemas hormonais podem estar envolvidos no desenvolvimento e na manutenção da hipertensão causada pelo consumo crônico\de etanol, pois também estão envolvidos com a regulação das funções cardiovascular, autonômica e neuroendócrina. São eles: ocitocina, sistema nervoso autônomo, sistema renina-angiotensina-aldosterona, peptídeos natriuréticos e o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. A ingestão crônica de etanol também pode influenciar diretamente o tônus vascular normal, aumentando a reatividade às substâncias neuro-humorais constritoras e diminuindo a resposta a vasodilatadores endógenos. Dados do nosso grupo mostram que alterações na resposta de relaxamento decorrentes da exposição crônica ao etanol podem ser responsáveis pelo desenvolvimento da hipertensão. A função do barorreflexo está diminuída nos estágios iniciais do tratamento com etanol, sugerindo que a atividade do barorreflexo pode ser importante no desenvolvimento da hipertensão induzida pelo etanol, mas não para a manutenção do estado. Estas alterações são caracterizadas pelo aumento do componente simpático e redução do parassimpático do barorreflexo. Portanto, com base nos dados apresentados e nos possíveis mecanismos envolvidos com a gênese da hipertensão associada com o consumo crônico de etanol, os objetivos do presente projeto são avaliar os efeitos do tratamento crônico com etanol sobre os sistemas neuro-humoral e cardiovascular em ratos. (AU) | |
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