| Processo: | 10/11633-6 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2010 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2014 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Teórica |
| Pesquisador responsável: | Paulo Roberto Guimarães Junior |
| Beneficiário: | Mariana Morais Vidal |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 09/54422-8 - Estrutura e dinâmica coevolutiva em redes de interações mutualísticas, AP.JP |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 12/04717-4 - Bases biológicas e filogenéticas dos padrões de interação em redes mutualísticas, BE.EP.DR |
| Assunto(s): | Conservação biológica Fragmentação de habitat Modelos matemáticos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Conservação biológica | Fragmentação de habitats | frugivoria e dispersão de sementes | modelagem matematica | redes mutualísticas | Teoria de redes ecológicas |
Resumo As comunidades ecológicas tem sido impactadas por diversas atividades antrópicas, como a agricultura e a urbanização, que podem provocar a fragmentação de áreas naturais. A fragmentação de ambientes naturais é uma séria ameaça à biodiversidade, já que leva à perda de hábitat e à ruptura em sua continuidade, podendo causar extinções locais, alterações na abundância e comportamento dos indivíduos, mudanças na estrutura genética das populações e ruptura de interações interespecíficas, como os mutualismos. As espécies mutualistas, como plantas e seus dispersores de sementes, interagem entre si formando redes de interações, que podem ser alteradas por mudanças provocadas pela fragmentação, mas que também podem influenciar os resultados da fragmentação sobre as comunidades naturais. Tendo em vista a importância das redes mutualísticas como organizadoras e mantenedoras da biodiversidade e os efeitos que a fragmentação de áreas naturais exerce sobre esta biodiversidade, o presente trabalho busca investigar como os resultados da fragmentação podem influenciar e serem influenciados pela estrutura e dinâmica de redes mutualísticas entre plantas e aves frugívoras. Será usado como sistema de estudo a Floresta Atlântica, visto que grande parte dos remanescentes deste ecossistema encontram-se fragmentados. Para atingir este objetivo, primeiro será necessário caracterizar a estrutura das redes em uma área preservada de Floresta Atlântica, bem como entender quais são as características biológicas geradoras desta estrutura. Um segundo passo corresponde à identificação de uma possível sequência de extinções decorrentes do processo de fragmentação. Estes resultados permitirão simular numericamente a extinção de espécies nas redes preservadas e inferir como o processo de fragmentação altera a estrutura das interações mutualísticas. Além disso, estas simulações permitirão investigar qual o papel da estrutura das redes de interações em modular a perda de espécies. Em uma terceira etapa, serão avaliados os efeitos do espaço e de características biológicas sobre a tolerância das redes à perda de hábitat por meio de modelos de metacomunidades. Este estudo contribuirá para a criação de uma interface entre a ecologia teórica e a biologia da conservação, produzindo resultados pertinentes para a construção de uma teoria que permita compreender a relação entre conservação da biodiversidade e a estrutura e a dinâmica em redes ecológicas. | |
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