| Processo: | 10/15047-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de fevereiro de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2013 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Biofísica - Radiologia e Fotobiologia |
| Pesquisador responsável: | Cassius Vinicius Stevani |
| Beneficiário: | Cassius Vinicius Stevani |
| Instituição Sede: | Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Química ambiental Fungos Bioluminescência Toxicidade |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | bioensaio | bioluminescência | ecotoxicologia | fungos | Química Ambiental | Taxonomia de fungos | Bioluminescência |
Resumo
A emissão de luz por fungos é pouco compreendida, apesar de ser conhecida há muito tempo. Não se sabe ao certoqual o mecanismo de emissão, qual o substrato e enzimas envolvidas, nem se conhece detalhes sobre sua função biológica. De forma similar à bioluminescência de bactérias, cujo estudo possibilitou o desenvolvimento do bioensaio de toxicidade Microtox®, utilizado por órgãos de controle ambiental, indústrias e universidades, o estudo de fungos bioluminescentes tem o potencial de gerar um bioensaio similar e inclusive fornecer informações sobre o significado biológico e ecológico da emissão. A toxicidade de diferentes compostos presentes em solo em suas formas especiadas para fungos basidiomicetos é pouco compreendida, embora estes sejam um dos principais organismos do ecossistema terrícola. Uma das possíveis razões para a falta de informação é que não existe metodo logia rotineira para determinação da toxicidade. O presente trabalho descreve o desenvolvimento e potências de aplicação de um ensaiopara avaliação da toxicidade de metais mono e divalentes para o fungo basidiomiceto naturalmente bioluminescente Gerronema viridilucens. As condições ideais de cultivo do fungo, avaliadas pela intensidade de bioluminescência (BL), foram determinadas por análise fatorial multivariada: melaço de cana-de-açúcar 1,0% (m:v), extrato de levedura 0,10%(m:v), pH 6,0 (não tamponado) a 25oC. Baseado no decréscimo da intensidade de luz, com exposição aguda de 24 haos metais, foram determinados os valores de concentração mediana efetiva (EC50), para os metais estudados. Baseando-se nos valores de EC50 propõem-se a seguinte ordem de toxicidade para fungos: Cd2+ > Cu2+ > Mn2+ H Ni2+H Co2+ > Zn2+ > Mg2+ > Li+ > K+ H Na+ > Ca2+. Além disso, a utilização do modelo matemático de predição datoxicidade, conhecido como Relações Quantitativas de Caráter Iônico-Atividade (QICARs) possibilitou prever atoxicidade de outros metais de mesmo estado de valência. O melhor ajuste com uma única variável foi obtido para oíndice covalente (Xm2r), parâmetro que reflete a tendência dos metais em se ligar, preferencialmente, com átomos de biomoléculas de baixa massa molecular e/ou proteínas contendo átomos de enxofre. O bioensaio descrito tempotencial para ser usado como método padrão de avaliação da toxicidade de metais e compostos orgânicos, bemcomo praguicidas industriais para fungos basidiomicetos. (AU)
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