| Processo: | 11/06423-5 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 30 de junho de 2013 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Botânica - Botânica Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Antonio Salatino |
| Beneficiário: | Antonio Salatino |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Maria Luiza Faria Salatino |
| Assunto(s): | Fitoquímica |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | atividade anti-HIV | atividade antioxidante | Atividade Carrapaticida | isolamento biomonitorado | propolis | Fitoquímica |
Resumo
A própolis é uma mistura complexa de substâncias, constituída por ceras de abelhas e exsudatos vegetais. As abelhas utilizam própolis como revestimento interno, para selar aberturas na colméia e manutenção de um ambiente asséptico, entre outros propósitos. As propriedades farmacológicas são conhecidas há muito tempo, destacando-se as atividades antimicrobiana, antiinflamatória, antioxidante e antitumoral. Os avanços que vêm sendo feitos nesse âmbito referem-se a extratos polares, principalmente de própolis verde (do sudeste e centro-oeste do país) e, mais recentemente, de própolis vermelha (do nordeste). Entretanto, estudos de extratos menos polares de própolis verde e de própolis de outras regiões do Brasil são de grande valia para o descobrimento de novas substâncias, que poderão se revelar úteis para a saúde humana e animal. O presente projeto tem por objetivo a identificação e o isolamento biomonitorado de substâncias constituintes de duas amostras de própolis verde de Minas Gerais (Lavras), uma de Santa Catarina, uma do Paraná, uma do Ceará (Salitre) e uma amostra de própolis preta do Piauí (Picos). Amostras de própolis serão submetidas a extrações sucessivas com solventes de polaridades crescentes (hexano, clorofórmio, acetato de etila e metanol) e os extratos serão avaliados quanto às atividades antioxidante (métodos do DPPH e ²-caroteno), anti-HIV (inibição da transcriptase reversa) e atividade carrapaticida. A última atividade será avaliada em relação às espécies Rhipicephalus sanguineus, R. (Boophilus) microplus e Amblyomma cajennense. Os extratos testados que se mostrarem ativos serão fracionados por cromatografia em coluna de gel de sílica, cujos eluatos serão obtidos de solventes puros e em misturas. Os extratos e eluatos serão analisados por CG/EM, CLAE e CLAE/MS/MS. As frações obtidas das análises por cromatografia em coluna serão novamente avaliadas em bioensaios, e assim sucessivamente até a obtenção de substâncias ativas isoladas. As substâncias obtidas serão identificadas por meio de análises por CG/EM ou CLAE/MS/MS e técnicas espectroscópicas correntes em química de produtos naturais (IR, UV e RMN). (AU)
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