| Processo: | 13/21813-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2016 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Botânica - Botânica Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Antonio Salatino |
| Beneficiário: | Antonio Salatino |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Beatriz Simonsen Stolf ; Caroline Cristina Fernandes da Silva ; Giuseppina Negri ; Maria Luiza Faria Salatino |
| Assunto(s): | Fitoquímica Fitotoxicidade Própolis Propriedades químicas Anti-HIV Anti-inflamatórios |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Anti-HIV | anti-inflamatória | caracterização química | fitotóxica | Própolis brasileira | Fitoquímica |
Resumo
A própolis é uma mistura complexa de substâncias com aspecto resinoso, elaborada por abelhas Apis mellifera. Sua composição é muito diversa, variando principalmente de acordo com a flora local. Apesar da enorme diversidade, que reflete diretamente numa ampla variação química, praticamente todos os tipos de própolis conhecidos têm revelado amplo espectro de atividade biológica, incluindo ação antibacteriana, antifúngica, antiviral, antiprotozoários, citotóxica, entre muitas outras propriedades. A própolis brasileira mais consumida nos mercados interno e externo corresponde ao tipo verde, cuja fonte botânica é Baccharis dracunculifolia (alecrim-do-campo), sendo que grande parte da pesquisa sobre química e propriedades biológicas de própolis brasileiras concentra-se no estudo de extratos hidroalcoólicos deste tipo de própolis. Os poucos trabalhos que tratam de extratos menos polares desse tipo e de outros tipos de própolis têm revelado substâncias inéditas. Neste contexto, o presente trabalho tem por objetivos: A análise da composição química, determinação das atividades anti-HIV e anti-inflamatória e isolamento de constituintes ativos de uma própolis de Canoinhas (SC) e a caracterização química e avaliação da atividade fitotóxica de uma própolis de Viçosa (MG). Da própolis de Canoinhas (SC) será obtida sua fração volátil (por arraste de vapor) e extratos de polaridade crescente (hexano, diclorometano, acetato de etila e metanol) que serão analisados por CG-EM e/ou CLAE-EM-EM, para obtenção de seu perfil químico. Paralelamente, um extrato de acetato de etila será submetido ao isolamento biomonitorado de seus constituintes por métodos cromatográficos, através dos testes de atividade anti-HIV (ensaio de atividade inibitória da transcriptase reversa) e anti-inflamatória (inibição da expressão das citocinas pró-inflamatórias IL-1² e IL-6 e da COX-2) em macrófagos de camundongos. Por fim, da própolis de Viçosa (MG) será obtida sua fração volátil e extratos fracionados conforme descrito anteriormente, que serão analisados por CG-EM e/ou CLAE-EM-EM, para obtenção de seu perfil químico. Estes extratos serão testados quanto à atividade fitotóxica em aquênios de alface. Espera-se que com o trabalho sugerido seja(m) proposta(s) nova(s) fonte(s) botânica(s) para a própolis de Canoinhas (SC), e que sejam obtidos extratos e/ou substâncias isoladas que possuam ação anti-inflamatória, anti-HIV ou fitotóxica. (AU)
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