| Processo: | 11/20145-8 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de janeiro de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2012 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Farmacologia - Etnofarmacologia |
| Pesquisador responsável: | Clélia Akiko Hiruma Lima |
| Beneficiário: | Rosanna Tarkany Basting |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Inflamação Anti-inflamatórios Resposta imune Dor In vivo |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | anti-inflamatorio | anti-nocicepção | Dor | Eugenia punicifolia | Inflamação | Dor |
Resumo A inflamação é uma resposta imune complexa relacionada ao dano tecidual e/ou celular causada por estímulos químicos, físicos, imunológicos ou microbianos. O processo inflamatório envolve uma complexa cascata de eventos bioquímicos e celulares, que inclui sensibilização e ativação de receptores, lise e reparo tecidual. Em geral, as lesões teciduais desencadeiam uma reação inflamatória local recrutando leucócitos, que liberam mediadores inflamatórios. Essas substâncias são capazes de sensibilizar nociceptores. Após a transmissão sináptica e modulação do sinal nociceptivo pelos neurônios sensoriais, esses sinais são percebidos como "dor". A dor é uma experiência que envolve múltiplos fatores. A via supraespinal do controle da dor se origina em muitas regiões cerebrais, tais como substância periarquedutal cinzenta (PAG), núcleos medianos da rafe e medula rostral ventromedial (RVM) e possuem papel crítico na determinação da dor crônica e aguda. Anti-inflamatórios Não Esteroidais (AINES) são utilizados no controle da inflamação, os quais inibem os mediadores inflamatórios, mas podem provocar efeitos colaterais como úlceras gástricas e danos cardiovasculares. Uma alternativa para o tratamento da dor e inflamação é a utilização de espécies vegetais. O gênero Eugenia pertence à família Myrtaceae, uma das famílias botânicas de maior expressão nos ecossistemas brasileiros. Sob o ponto de vista farmacológico, estudos realizados com extratos brutos de espécies congêneres demonstraram a presença de propriedade anti-inflamatória, analgésica, antifúngica, hipotensiva, antidiabética e antioxidante de algumas das espécies. Como classe fitoquímica de importância na terapêutica, os flavonóides tem representado um importante grupo com relevante ação anti-inflamatória e gastroprotetora, e estão presentes de forma expressiva na composição química do extrato hidroalcoólico da Eugenia punicifolia. Estudos prévios in vivo realizados em nosso laboratório demonstraram que a administração oral do extrato em camundongos, na dose de 250 mg/kg apresentou ação anti-nociceptiva na fase inflamatória no modelo de formalina, ao promover uma redução de 50% na resposta da dor em comparação com o grupo controle tratado com o veículo (p>0.05). Com o intuito de investigar os mecanismos de ação envolvidos na anti-nocicepção, verificou-se por intermédio do modelo de formalina que o sistema opióide não possui participação no mecanismo anti-nociceptivo. Neste projeto se propõe a avaliar a ação anti-nociceptiva e anti-inflamatória do extrato hidroalcoólico das folhas de Eugenia punicifolia em modelos experimentais in vivo. | |
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