| Processo: | 12/00166-3 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 30 de junho de 2014 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular |
| Pesquisador responsável: | Katia Cristina Barbaro Nogueira |
| Beneficiário: | Katia Cristina Barbaro Nogueira |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Eliana Faquim de Lima Mauro ; Marta Maria Antoniazzi |
| Assunto(s): | Venenos de origem animal Raias Potamotrygon Inflamação Mastócitos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | edema | Inflamação | Mastócitos | Potamotrygon | raia | veneno | Toxinologia |
Resumo
As raias são elasmobrânquios existentes tanto em mares tropicais e temperados quanto em rios de água doce. Possuem o hábito de ficarem enterradas em covas rasas na areia ou lodo. Em algumas famílias, existe um ou mais ferrões retrosserrilhados bilateralmente localizados na cauda, formados por uma estrutura mineralizada recoberta por camadas de células epidérmicas. Os acidentes por raias ocorrem, na maioria das vezes, quando estes animais são pisados e, como um comportamento defensivo, eles giram a cauda em direção ao local estimulado, inserindo o ferrão no membro do indivíduo. Além do trauma mecânico causado pelo ferrão, os componentes tóxicos presentes no tecido que o recobre causam dor intensa seguida de eritema, edema e necrose, podendo até inviabilizar o membro acometido. Não há tratamento específico até o momento para o envenenamento por raias e a terapêutica consiste na administração de medicamentos antiinflamatórios, analgésicos e antitérmicos, além da limpeza local e retirada dos fragmentos do ferrão. Uma vez que o veneno da raia Potamotrygon motoro causa inflamação local intensa e imediata, este projeto tem como intuito verificar in vivo a participação de mastócitos ativados e de receptores para histamina dos sub-tipos H1, H2 e H3/H4 no edema e influxo celular induzidos pelo veneno. Além disso, será observada a ação do veneno de P. motoro in vitro em cultura de linhagens de mastócitos de camundongo e rato. Os resultados deste projeto podem contribuir para o entendimento da fisiopatologia do envenenamento por raias, contribuindo na busca de outros tratamentos sintomáticos para estes acidentes.
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