| Processo: | 12/01807-2 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2014 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica |
| Pesquisador responsável: | Carmen Silvia Passos Lima |
| Beneficiário: | Carmen Silvia Passos Lima |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Campinas |
| Pesquisadores associados: | Albina Messias de Almeida Milani Altemani ; Carlos Takahiro Chone ; Celso Darío Ramos ; Patricia Moriel |
| Assunto(s): | Oncologia Neoplasias de cabeça e pescoço Carcinoma de células escamosas Farmacocinética Antineoplásicos Cisplatino Reparo do DNA |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | apoptose | carcinoma de células escamosas de cabeça e pescoço | cisplatina | Detoxificação da cisplatina | Farmacogenética | reparo de DNA | Oncologia |
Resumo
O carcinoma de células escamosas de cabeça e pescoço (CCECP) é um grave problema de saúde mundial. A cisplatina (CDDP) associada à radioterapia é utilizada no tratamento de portadores de CCECP. Já é conhecido que tanto a resposta ao tratamento como seus efeitos colaterais variam de indivíduo para indivíduo. Uma possível explicação para o fato pode ser a variabilidade genética no metabolismo da CDDP. O objetivo deste estudo é o de verificar se habilidades herdadas na detoxificação da CDDP, no reparo de lesões do DNA por ela induzidas e na apoptose de células por ela lesadas alteram os efeitos terapêuticos e colaterais em pacientes com CCECP. Serão avaliados, de forma prospectiva, 100 pacientes com CCECP do Hospital de Clínicas da UNICAMP, que receberão CDDP (80-100 mg/m2/dose; D1, D22 e D43) e radioterapia (7.000 cGy; 35 sessões) como tratamento neoadjuvante, definitivo ou paliativo da doença. A identificação do papilomavírus humano será realizada por imunohistoquímica em fragmentos do tumor obtidos ao diagnóstico. Os pacientes receberão terapêutica de suporte padronizada. Os efeitos colaterais ao tratamento serão graduados (graus 1 a 4) por meio de questionário e exame físico, de acordo com os critérios do National Cancer Institute. As toxicidades renal e auditiva serão avaliadas por meio da creatinina sérica, da taxa de filtração glomerular com EDTA-51Cr e de testes de acuidade acústica, respectivamente, antes e após o tratamento. Os genótipos dos polimorfismos GSTM1, GSTT1, GSTP1 Ile105Val, XPC Lys939Gln, XPD Lys751Gln, XPD Asp312Asn, XPF T30028C, ERCC1 C118T, MSH2 IVS1+9G>C, MSH3 Ala1045Thr, MLH1 G-93A, EXO1 P757L, EXO1 K589E, P53 Arg72Pro, CASP3 A-928G, CASP3 IVS1-15G>T, CASP8 -652 6N ins/del, CASP9 A-1263G, CASP9 C-712T, FAS G-1377A, FAS A-670G, FASL C-844T serão analisados por meio de PCR e digestão enzimática ou PCR em tempo real em DNA de sangue periférico. As dosagens urinárias da CDDP serão realizadas por cromatografia líquida de alta eficiência. A resposta ao tratamento será avaliada por nasofibrolaringoscopia direta e tomografia computadorizada do pescoço e do tórax, de acordo com os critérios Response Evaluation Criteria in Solid Tumors (RECIST) e por tomografia computadorizada por emissão de fóton único (SPECT-CT). As diferenças entre grupos serão calculadas pelo teste exato de Fisher ou qui-quadrado. Acreditamos que os resultados do estudo poderão contribuir para estratificar grupos de indivíduos que mereçam receber doses distintas de CDDP no tratamento do CCECP. (AU)
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