| Processo: | 13/24083-2 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2015 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2017 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular |
| Pesquisador responsável: | Flávia Cristina Rodrigues Lisoni |
| Beneficiário: | Flávia Cristina Rodrigues Lisoni |
| Instituição Sede: | Faculdade de Engenharia (FEIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Ilha Solteira. Ilha Solteira , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ilha Solteira |
| Pesquisadores associados: | Eloiza Helena Tajara da Silva ; Sonia Maria Oliani |
| Assunto(s): | Biologia molecular Neoplasias do colo uterino Expressão gênica Anexina A1 Cultura de células Citometria de fluxo |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Anexina A1 | Câncer de colo de útero | citômetro de fluxo | cultura de células | expressão gênica diferencial | PCR quantitativo | Biologia Molecular |
Resumo
O câncer de colo de útero, também chamado de câncer cervical, é o segundo tipo de câncer mais frequente em mulheres mundialmente, sendo a quarta causa de morte por câncer em países em desenvolvimento. A carcinogênese de colo de útero está relacionada com alterações genéticas, infecção pelo Papilomavirus Humano (HPV), angiogênese e processos inflamatórios. A idéia de que a inflamação está envolvida na tumorigênese é apoiada pela observação de que o câncer surge freqüentemente em áreas de inflamação crônica. Por outro lado, a resposta inflamatória é controlada pela ação de mediadores anti-inflamatórios, que atuam para manter a homeostasia da resposta imunológica e prevenir a lesão tecidual. Entre esses mediadores destacamos a anexina-A1 (ANXA1), proteína de 37 kDa, que é expressa pelas células tumorais e atua como moduladora do processo inflamatório. No entanto, os mecanismos moleculares pelos quais a ANXA1 modula as respostas celulares nos processos inflamatórios ainda não estão completamente determinados. Os dados disponíveis sugerem que essa família de proteínas pode ter, além de seu importante papel no processo inflamatório, um envolvimento significativo no câncer, por meio de cascatas de sinalização que incluem genes relacionados com o ciclo celular, a diferenciação e a apoptose. Diante dessas considerações, investigaremos, in vitro, a influência da proteína anti-inflamatório ANXA1 nas células SiHa, HeLa e queratinócitos normais sobre a morfologia, proliferação e migração celular, sobre o padrão de citocinas/quimiocinas e na expressão protéica e dos genes EP3, EP4, MMP2 e MMP9, observando como essa proteína modula a expressão gênica e protéica e como essas alterações podem participar do processo inflamatório e tumorigênico. Para isso será utilizada a linhagem celular SiHa (derivada do células de carcinoma epidermóide de cérvix), HeLa (derivada do células de adenocarcinoma de cérvix) e HaCaT (derivada de células normais de queratinócitos da pele humana), tratadas com ANXA1 por 2, 4, 24, 48, 72 e 120 horas. Especificamente, será investigado por técnicas de biologia celular e molecular, como esse anti-inflamatório atua em uma cascata gênica específica, inclusive no padrão de citocinas, podendo investigar a expressão de marcadores potencialmente relacionados com processos tumorigênicos em amostras de carcinoma epidermóide de colo de útero. Assim, poderemos obter possíveis marcadores moleculares que possam direcionar, futuramente, terapias gênicas personalizadas. (AU)
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