| Processo: | 14/09772-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2015 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2017 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas |
| Pesquisador responsável: | Janete Aparecida Anselmo Franci |
| Beneficiário: | Janete Aparecida Anselmo Franci |
| Instituição Sede: | Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Pesquisadores associados: | Christie Ramos Andrade Leite Panissi ; Marcus Lira Brandão |
| Assunto(s): | Locus cerúleo Ansiedade Hormônios esteroides gonadais Estresse Perimenopausa Noradrenalina Neuroendocrinologia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | ansiedade | Esteróides Sexuais | estresse | Locus coeruleus | Noradrenalina | perimenopausa | Neuroendocrinologia |
Resumo
Apesar da prevalência de distúrbios de humor na mulher, a grande maioria dos estudos em modelos animais é desenvolvida em machos (Zucker & Beery, 2010). A prevalência de depressão nas mulheres é de 21% e nos homens 13% (Kessler et al., 1993), o que sugere a participação dos hormônios sexuais na fisiopatogenia das desordens de humor. Após a puberdade, quando ocorrem flutuações mensais nas concentrações de hormônios ovarianos, há um aumento de prevalência de depressão em mulheres. Esta diferença se mantém da puberdade até a perimenopausa (período de transição da vida reprodutiva para a menopausa) quando o risco de depressão atinge o nível máximo, (Smith et al., 2004) e tendem a desaparecer após a menopausa, quando a incidência de depressão volta a ser semelhante à do homem (Deecher et al., 2008; Bebbington et al., 2003). Na perimenopausa há também um aumento significativo do nível de estresse nas mulheres, as quais respondem mais fortemente a estímulos aversivos, apresentam maior grau de tensão, e relatam fortes variações de humor, irritabilidade excessiva, e sensação de estar fora de controle (McVeigh, 2005). A maioria dos trabalhos que investigam perimenopausa/menopausa utiliza o modelo de "menopausa cirúrgica", no qual a ovariectomia produz quedas abruptas de hormônios sexuais e se caracteriza por total ausência de tecido ovariano. O modelo de menopausa induzida pelo diepóxido de 4-vinilciclohexeno (VCD) mimetiza a transição para a menopausa em mulheres à medida que exibe queda gradual no número de folículos ovarianos e aumento gradual da secreção de FSH (Hoyer et al., 2001; Mayer et al., 2002; Acosta et al., 2009) e que mantém o tecido ovariano residual. No entanto, muito pouco se sabe sobre as variações hormonais, em especial dos esteroides ovarianos neste modelo animal, bem como sobre as respostas endócrinas e comportamentais destes animais a estímulos estressantes. Neste estudo, estas questões serão abordadas, com o intuito de melhor caracterizar este modelo experimental de perimenopausa/menopausa para facilitar estudos futuros que busquem compreender os distúrbios típicos desta fase da vida na mulher. Serão estudados em ratas na perimenopausa: 1) a evolução temporal das variações hormonais dos 70-100 dias após o início do tratamento com VCD, 2) o perfil de secreção dos hormônios reprodutivos nas diferentes fases do ciclo estral, 3) o comportamento de ansiedade em períodos de baixas concentrações de hormônios sexuais, 4) as respostas endócrinas ao estresse, 5) a atividade do sistema serotonérgico em áreas envolvidas com o comportamento preditivo de ansiedade, e 6) a densidade de fibras ²-endorfinérgicas no Locus Coeruleus, as quais sabidamente modulam estas respostas ao estresse e são influenciadas pelos esteróides ovarianos (AU)
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