| Processo: | 15/07653-5 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2018 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos |
| Pesquisador responsável: | Gonçalo Amarante Guimarães Pereira |
| Beneficiário: | Gonçalo Amarante Guimarães Pereira |
| Instituição Sede: | Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Campinas |
| Pesquisadores associados: | Ana Carolina de Mattos Zeri ; Artur Torres Cordeiro ; Marcelo Falsarella Carazzolle ; Rafael Victorio Carvalho Guido ; Silvana Aparecida Rocco |
| Assunto(s): | Vassoura-de-bruxa Cacau Agrotóxicos Moniliophthora perniciosa Fitopatógenos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Cacau | Defensivos Agrícolas | Enzima Oxidase Alternativa | Moniliophthora perniciosa | vassoura de bruxa | Fitopatógenos |
Resumo
O Brasil é o terceiro maior produtor agrícola do mundo, mas o maior consumidor de pesticidas. A razão fundamental do desequilíbrio é o fato de que as moléculas de agrodefensivos são primordialmente desenvolvidas para a agricultura temperada, onde se situam os países desenvolvedores. Temos nesse quadro um problema, pois essas moléculas não conseguem controlar boa parte dos fitopatógenos tropicais e é frequente o aumento das dosagens como uma forma de compensar a inespecificidade. Um exemplo disso é a vassoura-de-bruxa do cacaueiro, causada pelo basidiomiceto Moniliophthora perniciosa. Essa doença devastou a cacauicultura brasileira na década de 90, com enormes consequências econômicas e sociais. Assim sendo, desde 2000, nosso laboratório conduz um amplo programa de pesquisas para entender a doença e buscar formas de controle. Um primeiro passo foi dado com a recomendação de um sistema de manejo baseado nos conhecimentos obtidos, o qual foi amplamente divulgado no setor e tem contribuído de forma significativa para a recuperação da produção brasileira. Entretanto, o passo fundamental será o desenvolvimento de uma molécula que efetivamente consiga controlar o problema. Ao longo dos nossos trabalhos, identificamos que o M. perniciosa depende da enzima oxidase alternativa para a efetividade da infecção e do ciclo da doença. O uso de inibidores dessa via interrompe a progressão do fungo e a associação dessas moléculas com inibidores de respiração celular leva à morte das células. Ainda mais relevante, esse mesmo efeito foi verificado para outros fitopatógenos de importância para a agricultura brasileira. Assim sendo, o objetivo do presente projeto é o desenvolvimento de moléculas eficientes, capazes de bloquear a oxidase alternativa de fitopatógenos visando a produção de um fungicida comercial. Para isso integraremos as competências das áreas de fitopatologia molecular, biologia estrutural e química medicinal. Compreendemos que essa é uma oportunidade ímpar para que o país consiga se tornar um ator relevante o desenvolvimento de agrodefensivos para culturas tropicais. Em particular para o Brasil, que até 2025 deverá se tornar o maior produtor de alimentos do mundo. (AU)
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