| Processo: | 15/07863-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2015 |
| Data de Término da vigência: | 31 de janeiro de 2016 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas |
| Acordo de Cooperação: | BBSRC, UKRI |
| Pesquisador responsável: | Lisete Compagno Michelini |
| Beneficiário: | Nilson Carlos Ferreira Junior |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 11/51410-9 - Amelioration of the autonomic imbalances of old age with exercise: exploring the molecular and physiological mechanisms, AP.TEM |
| Assunto(s): | Sistema nervoso autônomo Hipotálamo Núcleo solitário Bulbo (sistema nervoso) Sistema cardiovascular Exercício físico |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Bulbo ventro lateral caudal | Exercício | Hipotálamo | Núcleo do trato solitário | Sistema cardiovascular | Sistema nervoso autonomo | Sistemas autonômico e cardiovascular |
Resumo O envelhecimento atua sobre os principais mecanismos neurais de controle autonômico prejudicando o balanço entre a ação vagal ("breque") e simpática ("acelerador"), com predomínio desta, o que determina a perda da flexibilidade dinâmica do sistema e o aumento da morbidade. Este prejuízo ao controle autonômico da circulação tem sido indicado como a via final comum em diferentes patologias como a hipertensão, insuficiência cardíaca, acidente vascular encefálico, obesidade, diabetes e resistência à insulina. A hipertensão espontânea no rato (SHR) cursa com importante prejuízo do balanço autonômico, que se manifesta antes mesmo da elevação da pressão arterial (PA), mantendo-se durante toda a vida dos SHR. Em trabalhos anteriores identificamos em SHR adultos (5 a 6 meses de idade) importante hipertonia simpática e a expressão diferencial de cerca de 212 genes em áreas encefálicas envolvidas no controle autonômico (núcleo paraventricular do hipotálamo, PVN; núcleo do trato solitário, NTS; bulbo rostroventrolateral, RVLM; núcleos ambíguo, NA e dorsal motor do vago, DMV), 7 dos quais mostraram-se específicos em alterar a homeostase cardiovascular (prejuízo do controle reflexo da circulação, elevação da PA e da freqüência cardíaca, FC). Identificamos também que enquanto o estilo de vida sedentário constitui-se em fator de risco da disfunção autonômica, o treinamento aeróbio de baixa intensidade (T) previne e/ou melhora o controle reflexo da circulação, aumenta o tônus vagal e reduz a atividade simpática periférica, promovendo quedas parciais da PA e FC basais. Uma observação importante de nosso grupo foi a de que o T determinava, simultaneamente aos ajustes funcionais, importante plasticidade neuronal em áreas centrais de controle autonômico, a qual por sua vez pode ser atribuída à alterações na expressão gênica e proteica de mediadores e/ou neurotransmissores (por exemplo, aumento da expressão de fatores neurotróficos e da decarboxilase do ácido glutâmico no PVN e RVLM de WKY e SHR; redução da expressão de angiotensinogênio e receptor AT1a no PVN e NTS de SHR). Não se sabe, no entanto, se o T afetaria a expressão de outros genes em áreas de controle autonômico, se o efeito do T difere entre normotensos e hipertensos e se estes efeitos seriam ou não modificados pelo envelhecimento. Partindo do pressuposto que o balanço autonômico é ideal nos normotensos jovens, é nossa hipótese de trabalho que o desenvolvimento e/ou manutenção do prejuízo do balanço simpato-vagal induzido pela hipertensão e/ou envelhecimento encontra-se associado à alteração na expressão de um grande número de genes em áreas centrais de integração autonômica, a qual pode ser modificada e/ou corrigida pela atividade física regular. Torna-se, portanto, importante identificar em hipertensos e seus controle normotensos, nas diferentes faixas etárias, os genes ativados pela hipertensão, pelo T e pela associação de ambos. Assim, objetivou-se investigar em SHR e seus controles WKY jovens e velhos: 1) os efeitos do T e do sedentarismo sobre a expressão de diferentes genes em áreas de integração autonômica (em especial o PVN, NTS, RVLM, NA e DMV), associando-os aos ajustes da atividade simpática e vagal e suas repercussões funcionais; 2) os ajustes funcionais e a expressão gênica/proteica induzidos pelo T realizado na fase pré-hipertensiva, na hipertensão crônica e na idade avançada, quando os déficits funcionais advindos da hipertensão ainda não se estabeleceram ou se encontram perfeitamente caracterizados; 3) identificar em SHR e WKY possíveis 'networks' que determinem os efeitos induzidos pelo envelhecimento e atividade física; 4) a importância funcional destes 'networks' pela alteração in vivo da expressão de genes-chave identificados (técnica de transferência gênica). Para tanto os efeitos seqüenciais de 8 semanas de treinamento aeróbio serão analisados em SHR e WKY jovens (1 mês de idade) e velhos (12 meses de idade). (AU) | |
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