| Processo: | 15/24935-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2018 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas |
| Pesquisador responsável: | Lisete Compagno Michelini |
| Beneficiário: | Lisete Compagno Michelini |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Nilson Carlos Ferreira Junior |
| Assunto(s): | Treinamento aeróbio Fisiologia cardiovascular Sistema nervoso autônomo |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Barreira Hematoencefálica - estrutura e função | Hipertensão Neurogênica | Sistema nervoso autonomo | sistema renina-angiotensina encefálico | treinamento aeróbio | Fisiologia Cardiovascular |
Resumo
A hipertensão arterial (HA) é uma patologia de alta prevalência, acompanhada de hipertonia simpática e um grande prejuízo no controle autonômico da circulação. Trabalhos recentes em hipertensos têm sugerido a possibilidade de que alterações na perfusão cerebral, e em especial prejuízos no funcionamento da barreira hematoencefálica (BHE), possam se constituir em fatores condicionantes da hipertonia simpática e disfunção autonômica. Os mecanismos através dos quais a HA poderia afetar o funcionamento da BHE não são totalmente conhecidos. Observações recentes têm sugerido que o sistema renina-angiotensina (SRA, em especial a Ang II, via receptores AT1), ativado na hipertensão espontânea (SHR) e de origem renal e agindo em áreas autonômicas poderia contribuir para a quebra da integridade da BHE, mas nenhuma informação há sobre qual(ais) componente(s) da BHE seriam lesados pela instalação da hipertensão. Por outro lado, experimentos de nosso e outros laboratórios têm demonstrado que o treinamento aeróbio é uma eficiente conduta terapêutica para reduzir a expressão e a atividade do SRA encefálico, corrigindo simultaneamente a disfunção autonômica. É nossa hipótese de trabalho que a hiperatividade do SRA, já demonstrada na HA possa se constituir em um fator casual da lesão da BHE que o treinamento aeróbio, ao reduzir a expressão/atividade do SRA encefálico, possa melhorar/corrigir a integridade da BHE e como tal, melhorar significativamente o controle autonômico da circulação. O presente projeto visa investigar em áreas autonômicas de controle cardiovascular (núcleo paraventricular do hipotálamo, núcleo do trato solitário e bulbo rostro-ventrolateral) de ratos SHR sedentários: 1) a presença de lesão da BHE, as alterações estruturais em seus componentes e sua possível correlação com o desequilíbrio autonômico; 2) os efeitos do treinamento aeróbio em reduzir/corrigir os efeitos deletérios na BHE e o déficit autonômico induzidos pela HA; 3) os efeitos da administração exógena de ANG II e de seu bloqueio endógeno sobre a lesão/integridade da BHE em SHR, IC e respectivos controles, submetidos ao treinamento ou sedentarismo. Em conjunto estes resultados nos possibilitarão identificar os efeitos da HA associada ou não ao treinamento sobre o funcionamento da BHE, bem como os mecanismos que os condicionam. A importância deste projeto reside no fato de desconhecermos o papel desempenhado pela BHE na adequada perfusão do Sistema Nervoso Central, as consequências determinadas pela presença de HA, bem como podermos identificar uma conduta terapêutica para melhorar/ reverter seus efeitos deletérios, com benefícios substanciais aos hipertensos. (AU)
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