| Processo: | 15/22227-2 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2015 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2021 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Experimental |
| Pesquisador responsável: | Dora Selma Fix Ventura |
| Beneficiário: | KALLENE SUMMER MOREIRA VIDAL |
| Instituição Sede: | Instituto de Psicologia (IP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 14/26818-2 - Desenvolvimento e implantação de métodos de avaliação visual: aplicações clínicas e em modelos animais, AP.TEM |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 17/01367-6 - Avaliação funcional da retina de pacientes com glaucoma através do eletrorretinograma., BE.EP.PD |
| Assunto(s): | Psicofísica Eletrofisiologia Degeneração macular Glaucoma Doença de Alzheimer Oftalmologia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Alzheimer | degeneração macular | Eletrofisiologia | Glaucoma | psicofísica | sistema visual | oftalmologia |
Resumo A perda das funções visuais parece ser o sinal mais precoce na doença de Alzheimer (DA) e apresenta características semelhantes a outras doenças neurodegenerativas como o glaucoma e a degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Alguns estudos mostram que a incidência de glaucoma na DA é de 24-26%, enquanto que no grupo controle, idosos sem DA e na mesma faixa etária, é menor que 10%. É provável que alterações específicas na via magnocelular descritas tanto no glaucoma quanto na DA sejam responsáveis pelo mecanismo fisiopatológico em comum entre as doenças. Quanto a relação entre a DA e DMRI, existem similaridades na patogênese de ambas doenças, como alterações celulares provocadas por estresse oxidativo e alterações na função lisossomal levando ao acúmulo de agregados proteicos em placas no encéfalo e em drusas na retina na DA e na DMRI respectivamente. Embora, anormalidades no sistema visual pré-cortical na DA tenham sido questionadas no passado, dados de estudos recentes mostram que funções visuais avaliadas por testes psicofísicos como percepção de cores, sensibilidade ao contraste e campo visual, estão comprometidas na DA. Outras funções como adaptação ao escuro ainda não foram exploradas. Com relação aos estudos eletrofisiológicos em pacientes com DA, até o presente momento, um único estudo mostrou alterações no eletrorretinograma multifocal e alguns estudos com dados discrepantes entre si, utilizando o eletrorretinograma padrão. Também foram observados resultados conflitantes nos estudos utilizando testes de potencial visual evocado (PVE). A inconsistência dos resultados na literatura pode estar relacionada a diferentes metodologias utilizadas de forma não padronizada, assim como o fato de que na maioria desses estudos, os dados obtidos não foram comparados a um grupo controle pareado por sexo e idade. Logo, a realização do presente estudo é relevante para melhor compreensão da relação entre DA e outras doenças neurodegenerativas oculares como o glaucoma e DMRI. Além do que, a avaliação do sistema visual de forma padronizada através dos diferentes testes psicofísicos e eletrofisiológicos pode ser uma ferramenta útil para detecção precoce da DA. O objetivo deste estudo é avaliar funções visuais como sensibilidade ao contraste, visão de cores, adaptação ao escuro e padrão das respostas eletrofisiológicas da retina e do córtex visual em pacientes com diagnóstico de DA, transtorno cognitivo leve, glaucoma e DMRI. Serão selecionados pacientes provenientes do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo e no Núcleo de Oftalmologia Prevent Senior. De acordo com os critérios de inclusão e exclusão, os sujeitos serão divididos nos seguintes grupos:Grupo 1 - pacientes com diagnóstico de doença de Alzheimer estágio 1 e 2 e transtorno cognitivo leve sem histórico de doenças oftalmológicas como glaucoma, doença macular e cirurgia oftalmológica prévia.Grupo 2 - pacientes com diagnóstico de glaucoma de ângulo aberto, e sem histórico de doenças neurológicas e psiquiátricas.Grupo 3 - pacientes com diagnóstico de degeneração macular, e sem histórico de doenças neurológicas e psiquiátricas.Grupo 4- sujeitos saudáveis sem histórico de doença oftalmológicas , neurológicas e psiquiátricas pareados pela idade e sexo aos grupos anteriores.Desta forma, esperamos que o conhecimento dos prejuízos nas funções visuais através da eletrofisiologia e psicofísica possa ser uma ferramenta da detecção precoce da DA, e que estas avaliações possam ser adotadas de forma padronizada pelo oftalmologista na prática clínica, contribuindo assim, para uma melhor qualidade de vida do portador de DA. (AU) | |
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