| Processo: | 16/23509-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de fevereiro de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2019 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética |
| Pesquisador responsável: | Luciane Carla Alberici |
| Beneficiário: | Luciane Carla Alberici |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Pesquisadores associados: | Adriano Silva Sebollela ; Maria José Alves da Rocha |
| Assunto(s): | Mitocôndrias Atividade física Exossomos Degeneração neural |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Atividade Física | Exossomos | miocinas | mitocôndria | Neurodegeneração | metabolismo mitocondrial |
Resumo
Considerando-se o crescente envelhecimento da população, estudos sobre prevenção/tratamento de doenças neurodegenerativas vêm ganhando grande importância; elas apresentam um alto impacto negativo, tanto na qualidade de vida do indivíduo, quanto na economia. Caracterizada clinicamente por perda progressiva da memória, prejuízos cognitivos, e alterações na função social/ocupacional, a doença de Alzheimer (DA) leva à demência, e eventualmente à morte. A DA não determinada por herança genética é a mais frequente; ela apresenta como fatores de risco o sedentarismo, altos índices de massa corporal, hipertensão e diabetes mellitus, entre outros. Estudos em humanos têm sugerido que a atividade física está associada ao risco reduzido de desenvolvimento de doenças neurodegenerativas, tal como a DA. Entretanto, os mecanismos moleculares induzidos pelo exercício físico ainda não são conhecidos. Neste contexto, o presente projeto visa avaliar: 1) miocinas liberadas pelo músculo esquelético humano, em diferentes intensidades de exercício, que apresentem um efeito neuroprotetor contra marcadores de toxicidade associados à DA; 2) se estas miocinas estimulam os mecanismos de "clearance" de oligômeros beta-amilóides; 3) se aspectos relacionados à bioenergética mitocondrial e a estresses oxidativo e de retículo endoplasmático estão associados à liberação de miocinas; 4) se as alterações mitocondriais no músculo esquelético exercitado são induzidas em células neuronais (um possível crosstalking mitocôndria-mitocôndria). Serão utilizados modelos celulares (miotubos eletroestimulados e neurônios) e camundongos transgênicos para a DA, exercitados em corrida. Como nem todos os indivíduos podem se exercitar devido a circunstâncias da doença ou fragilidade relacionada à senescência, a identificação de fatores periféricos e mecanismos que promovam os efeitos do exercício sobre o cérebro podem levar à terapêuticas que protejam contra o desenvolvimento da DA. (AU)
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