| Processo: | 17/13715-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 31 de maio de 2020 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas |
| Pesquisador responsável: | Marcel Cerqueira Cesar Machado |
| Beneficiário: | Marcel Cerqueira Cesar Machado |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Antonio Carlos Nogueira ; Francisco Garcia Soriano ; Rodrigo Cerqueira Borges ; Rui Curi |
| Assunto(s): | Fisiologia endócrina Sepse Inflamação Inflamassomos Proteína 3 que contém domínio de pirina da família NLR Exossomos MicroRNAs Citocinas Monócitos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Exossomos | Inflamação | Inflamassoma | MicroRNAs | Sepse | Fisiologia Endócrina |
Resumo
Pacientes que sobrevivem ao quadro de sepse severa apresentam, após alta hospitalar, altos índices de mortalidade atingindo 30% após um ano, 70% após dois anos e 81,9% ao longo de cinco anos. As causas da ocorrência elevada de mortes bem como marcadores de prognóstico após alta hospitalar de pacientes com sepse carecem de investigação. Há relação estreita entre os valores plasmáticos de proteína C reativa (PCR)- e portanto o estado inflamatório - e a mortalidade após alta hospitalar nos pacientes sépticos. Os macrófagos estão entre as principais células efetoras da imunidade inata e apresentam receptores que se ligam a padrões moleculares associados a patógenos (PAMPs) e/ou padrões moleculares associados a danos teciduais (DAMPs), desencadeando a resposta inflamatória. Como resultado deste reconhecimento, há ativação de vias inflamatórias como, por exemplo, do inflamassoma NLRP3. Em pacientes com sepse, a ativação exacerbada dessas vias compromete a resolução da inflamação aguda, levando ao quadro de resposta inflamatória sistêmica. microRNAs (miRNAs) são fragmentos de RNA não codificantes que atuam como reguladores pós-transcricionais da expressão gênica. Alterações na expressão destas moléculas estão associadas à diversas doenças e devido a isso os miRNAs são estudados como possíveis biomarcadores de prognóstico em pacientes sépticos. Há evidências de que pacientes na fase aguda da sepse apresentam alterações na expressão dos seguintes miRNAs: miR-15a, -16, -122, -193 e -483-5p, -297, -574-5p, -34a, -27a, -130a, -155, -150, -146a, -223 e -499-5p. No entanto, pouco se sabe sobre o perfil de miRNAs na fase de cura e após alta hospitalar. O objetivo desse projeto é identificar marcadores inflamatórios e epigenéticos do prognóstico de pacientes com sepse após alta hospitalar. A concentração plasmática de citocinas (pró- e anti-inflamatórias) e o perfil de miRNAs exossomais bem como o estado de ativação de monócitos serão avaliados em pacientes com sepse grave após alta hospitalar. Essas análises serão realizadas durante o período séptico, no momento da alta hospitalar e após 3, 6 e 12 meses desta. Marcadores plasmáticos preditivos do prognóstico de sobrevida de pacientes com sepse após alta hospitalar serão estabelecidos resultando, como consequência, em tratamento mais acertado e redução no número de óbitos. (AU)
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