| Processo: | 17/25123-9 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 30 de junho de 2020 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Microbiologia |
| Acordo de Cooperação: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) |
| Pesquisador responsável: | Edison Luiz Durigon |
| Beneficiário: | Amanda de Oliveira Viana |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Virologia Ectoparasitoses animal Vírus da SARS Coronavirus Síndrome pulmonar por Hantavirus Influenza Interações hospedeiro-patógeno Morcegos Moscas Resíduos urbanos Mata Atlântica |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Ectoparasitas | hospedeiro | Morcegos | relação parasito | Viroses emergentes | Virologia |
Resumo Morcegos realizam importantes papéis ecológicos e são fundamentais para a manutenção da saúde ambiental. No entanto, com a degradação ambiental e seus hábitos sinantrópicos, a convivência entre humanos e morcegos está se tornando cada vez mais próxima, o que aumenta a probabilidade de contatos e situações de risco. Além disso, aspectos ecológicos e fisiológicos dos morcegos, como hábitos gregários e mecanismos relacionados ao voo, tornam os morcegos importantes reservatórios de doenças. Alterações genômicas mitocondriais e vias de regulação do estresse oxidativo causado durante o voo, teriam permitido um maior controle de tumores e patógenos intracelulares, como os vírus. Há indícios de que morcegos e vírus teriam coevoluído, o que explicaria a alta tolerância dos morcegos às infecções virais. Durante o voo, o organismo do morcego pode alcançar a temperatura de até 40ºC, o que seria considerado febre no humano. Ao longo do processo coevolutivo, os vírus teriam sido selecionados de maneira a suportar a amplitude térmica do hospedeiro morcego. Tal característica seria um dos fatores que explicariam a alta capacidade desses vírus serem transmitidas para outras espécies, pois ele suportaria a febre nos novos hospedeiros. Zhengli (2010) relatam a identificação de mais de 80 vírus diferentes em amostras provenientes de morcegos. Dentre as viroses mantidas e disseminadas por morcegos, temos como exemplo o vírus da Influenza; A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), causada por coronavírus; E a síndrome Pulmonar do Hantavírus (SPH), como o nome indica, causado pelo Hantavírus e o vírus da Raiva. Sabemos que algumas viroses podem ter como vetores os artrópodes. Morcegos possuem uma série de artrópodes ectoparasitas e os mais comuns são moscas da família Streblidae e Necteribiidae e ácaros da classe Acari. Vuren e colaboradores (2017) relataram um novo orthobunyavírus, nomeado Wolkberg virusem, em moscas ectoparasitas de morcegos da família Pteropodidae, comumente chamados raposas voadoras. No Brasil, quase nada se sabe do papel dos ectoparasitas de morcegos na manutenção e disseminação de viroses. Dessa forma, delineia-se como objetivo monitorar os ectoparasitas e vírus nas populações de morcegos. Busca-se ainda verificar se há relação entre os patógenos encontrados nos ectoparasitas e seus hospedeiros. (AU) | |
| Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: | |
| Mais itensMenos itens | |
| TITULO | |
| Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ): | |
| Mais itensMenos itens | |
| VEICULO: TITULO (DATA) | |
| VEICULO: TITULO (DATA) | |