| Processo: | 17/26533-6 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 31 de maio de 2020 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Comparada |
| Pesquisador responsável: | Karen de Morais Zani |
| Beneficiário: | Eduardo Oliveira Venancio de Lima |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Biogeografia Venenos de serpentes L-aminoácido oxidase Crotalus durissus terrificus Eletroforese Espectrometria de massas |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Crotalus durissus terrificus | L-aminoácido oxidase | Serpentes da natureza | Serpentes em cativeiro | Fisiologia de Serpentes |
Resumo Os venenos de serpentes compreendem uma mistura complexa de proteínas e polipeptídeos responsáveis pela imobilização, morte e digestão da presa. Apesar das peçonhas ofídicas serem bastante estudadas, ainda existem toxinas com funções não totalmente esclarecidas, como as L-aminoácido oxidases (SV-LAAOs). Sabe-se que diversos fatores influenciam a composição do veneno de serpentes. A distribuição geográfica, os hábitos alimentares, o desenvolvimento ontogenético, variações sazonais e até mesmo a frequência de extrações, são alguns dos fatores que contribuem para a variação intraespecífica do veneno de serpentes. Em estudos anteriores realizados pelo nosso grupo, pôde-se observar algumas diferenças entre venenos coletados de indivíduos em diferentes ambientes (natureza e cativeiro) pertencentes a subespécie Crotalus durissus terrificus. Os resultados desse estudo demonstraram que a maioria dos venenos de serpentes mantidas em cativeiro apresenta coloração amarela, enquanto a coloração predominante do veneno de espécimes da natureza é branca. Essa diferença de coloração apresentou correlação à maior atividade de SV-LAAO nos venenos de coloração amarela. Por meio de eletroforese em gel de poliacrilamida (PAGE) foi observado que os venenos coletados de serpentes mantidas em cativeiro apresentam uma banda de aproximadamente 60 kDa que está ausente ou pouco abundante no veneno de indivíduos recém-chegados da natureza. Esta banda proteica foi identificada por espectrometria de massas como sendo, de fato, uma SV-LAAO. Assim, o objetivo deste trabalho é analisar qualitativa e quantitativamente a enzima LAAO no veneno de serpentes C. durissus terrificus nascidas e/ou mantidas em cativeiro no Laboratório de Herpetologia do Instituto Butantan e recém-chegadas da natureza. | |
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