| Processo: | 18/19684-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2021 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacognosia |
| Pesquisador responsável: | Breno Pannia Esposito |
| Beneficiário: | Breno Pannia Esposito |
| Instituição Sede: | Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Ferro Química bioinorgânica Parasitologia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | bioinorganica | desferrioxamina | ferro | Parasitologia | quelação | Sideróforo | Terapia de quelação |
Resumo
A sobrecarga de ferro é uma condição nociva para os pacientes, que apresentam significativo de-créscimo de qualidade de vida. Paralelamente, o ferro é um nutriente crucial também para parasitas e células tumorais. Quelantes de ferro são moléculas de alta afinidade que apresentam diversas possibilidades de uso clínico: (i) atenuadores da sobrecarga do metal; (ii) entregadores de metais tóxicos a alvos selecionados; (iii) sequestradores de metais essenciais desses mesmos alvos. A desferrioxamina (DFO), um sideróforo bacteriano, foi o primeiro quelante de ferro de uso clínico aprovado, apresentando elevada afinidade e seletividade por ferro(III). Entretanto, seu uso é limitado por apresentar diminuída penetração celular e baixa absorção gastrintestinal. Nosso laboratório produziu dois derivados de DFO com alta permeabilidade celular, os conjugados DFO-cafeína (DFCAF) e DFO-trifenilfosfônio (TPP-DFO), destinados a, respectivamente, penetrar a barreira hematoencefálica e concentrar-se em mitocôndrias. Neste projeto, pretendemos dar continuidade aos estudos com esses dois conjugados, estudando seus perfis de permeabilidade por modelos artificiais de membranas fisiológicas (sistemas PAMPA), buscando-lhes novas aplicações farmacológicas contra doenças negligenciadas e outras (anti-leishmânia, anti-chagas, anti-tuberculose, anti-lepra e anti-malária) baseadas nas suas capacidades de perturbar o metabolismo do ferro, e conduzindo testes in vivo dos mesmos em modelos de sobrecarga de ferro. Para isso, estabeleceram-se colaborações nacionais ou internacionais com especialistas em cada uma das áreas. (AU)
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