| Processo: | 18/25658-2 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2022 |
| Área de conhecimento: | Ciências Agrárias - Agronomia - Fitotecnia |
| Pesquisador responsável: | Gustavo Habermann |
| Beneficiário: | Giselle Schwab Silva |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Ecofisiologia vegetal Nutrição mineral de plantas Alumínio Hidratação de grãos Citrus limonia Vochysiaceae Troca gasosa Colorimetria |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Espécies acumuladoras de Al | Fitotoxicidade ao alumínio | Fluxo de seiva em plantas | Nutrição Mineral de Plantas | Performance fotossintética | Trocas gasosas e fluorescência da clorofila | Ecofisiologia Vegetal |
Resumo O alumínio (Al) é tóxico para a maioria das plantas. Em solos ácidos (pH < 5,0) é encontrado em uma de suas formas tóxicas, Al3+. Nas plantas sensíveis ao Al, o primeiro e mais conspícuo sintoma de toxicidade é a inibição do crescimento das raízes, onde o Al é retido. Além disso, o Al também causa sintomas indiretos, reduzindo o crescimento da parte aérea. Em plantas sensíveis, o Al reduz a assimilação de CO2 (A), e evidências sugerem o comprometimento das reações fotoquímicas, além de causar redução da condutância estomática (gs). Isso indica que retido na raiz, o Al poderia alterar a capacidade de hidratação do mesofilo, como em uma situação de deficiência hídrica. Além disso, é possível também que o transporte de água seja prejudicado pelo Al devido a modificações evidenciadas nos vasos do xilema das raízes, que se tornam fibrosos. Isso sugere diminuições na capacidade de transporte de água para a parte aérea em plantas expostas ao Al. Por outro lado, espécies nativas da vegetação de Cerrado são capazes de acumular elevadas concentrações de Al em seus tecidos sem que ocorram danos estruturais ou fisiológicos. Em algumas dessas espécies foi verificado que o Al pode se acumular no mesofilo, levantando o questionamento de que, de alguma maneira, o Al possa estar envolvido nos processos fotossintéticos dessas plantas. Utilizaremos plantas de limoeiro 'Cravo' (Citrus limonia L.), espécie sensível ao Al, e plantas de Vochysia tucanorum (Vochysiaceae), espécie acumuladora de Al nativa do Cerrado. Plantas de limoeiro 'Cravo' serão cultivadas em solução nutritiva com 0 e 1480 ¼M de Al, por 90 dias. Nos caules das plantas expostas e não expostas serão instalados sensores de fluxo de seiva (HMR) e hipotetizamos que as plantas expostas ao Al terão fluxo de seiva reduzido, além de reduções em A, gs, taxa de transpiração (E), potencial da água na folha (¨w), Conteúdo Relativo de Água na folha (CRA), biomassa e menor crescimento da parte aérea. Todas essas medidas serão realizadas aos 1, 7, 15, 30, 45, 60 e 90 Dias Após o Plantio (DAP). Plantas de V. tucanorum serão cultivadas em solução nutritiva com concentrações contrastantes de Al. Estas também serão avaliadas nas mesmas épocas descritas acima, avaliando-se taxas de trocas gasosas e as respostas fotoquímicas. Hipotetizamos que plantas de V. tucanorum expostas ao Al em solução nutritiva apresentarão melhor perfomance fotossintética do que as plantas não expostas ao Al. Também, por meio de pulverização de Al nas plantas de V. tucanorum crescendo em solo calcário e solução ausente em Al, espera-se maior performance fotossintética nessas plantas. No início e no final dos experimentos, também mediremos a concentração inicial e final do Al nos órgãos em laboratório de rotina, por colorimetria. (AU) | |
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