| Processo: | 20/13715-1 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2021 |
| Data de Término da vigência: | 29 de fevereiro de 2024 |
| Área do conhecimento: | Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia |
| Pesquisador responsável: | Luiz Carlos Ruiz Pessenda |
| Beneficiário: | Luiz Carlos Ruiz Pessenda |
| Instituição Sede: | Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Piracicaba |
| Pesquisadores associados: | Daniel Marcos Bonotto ; José Albertino Bendassolli ; José Francisco Berrêdo Reis da Silva ; Kam-biu Liu ; Marcelo Cancela Lisboa Cohen |
| Assunto(s): | Holoceno Palinologia Paleoambientes Manguezais Aquecimento global Indicadores biológicos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | aquecimento global | Bioindicador | Dinâmica marinha | Manguezal | Palinologia | Estudos paleoambientais no Holoceno tardio |
Resumo
Estudos baseados no conteúdo polínico de substrato de mangue e outros, feições do substrato, dados biogeoquímicos e datações C-14 têm permitido avaliar o grau de influência dos mecanismos alogênicos (flutuações do nível do mar, mudanças climáticas, tectonismo,) e autogênicos (p.ex. abandono e reativação de canais) na dinâmica dos pântanos do interior da Amazônia e manguezais ao longo do litoral brasileiro. Tais estudos interdisciplinares têm evidenciado a migração dos manguezais sobre a plataforma continental na medida que o nível do mar subiu desde o Máximo Glacial há aproximadamente 18000 anos. Simultaneamente ocorreu uma expansão dessas florestas para costas em latitudes mais elevadas (p.ex. Cohen et al., 2014b, 2014c; 2015, 2016). Em uma escala secular-décadas, tal processo pode estar se repetindo em razão das emissões Pós-Revolução Industrial de gases do efeito estufa para atmosfera, desencadeando a migração das isotermas no sentido dos polos. Esse aquecimento tem causado um aumento no nível global do mar nas últimas décadas em torno de 3,4 mm/ano, com estimativas moderadas de aumento de 65 cm até o final deste século (Nerem et al., 2018). Seguindo essa tendência de aquecimento e aumento do nível do mar, os manguezais podem estar migrando para zonas temperadas e para setores topograficamente mais elevados. Para testar a hipótese de expansão dos manguezais para latitudes mais temperadas em virtude do recente aquecimento global, este projeto pretende obter dados de pólen, características isotópicas (13C e 15N) e elementares (C/N), assim como datações por C-14 e taxas de sedimentação baseadas em Pb-210 de testemunhos amostrados de planícies de maré dos limites austral e boreal dos manguezais americanos (Santa Catarina-Brasil, Flórida e Luisiana-EUA). Imagens de satélite/drone e dados Lidar serão usados para traçar a presença desse ecossistema nesses novos limites de clima temperado em escalas secular e de décadas. Tais resultados serão comparados com a dinâmica dos manguezais da zona equatorial (Marapanim-Pará). (AU)
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