Resumo
Este projeto de pesquisa propõe um estudo paleoambiental interdisciplinar desde o Pleistoceno tardio na costa do Estado do Espírito Santo. Um dos locais de estudo compreende a região norte do estado, municípios de Linhares e Sooretama, onde se encontram reservas de Mata Atlântica. Duas abordagens que procuram explicar a atual diversidade desta vegetação serão discutidas: a teoria dos refúgios, que se relaciona às histórias de evolução e extinção locais, e a conexão pretérita com a Amazônia. Em meio à floresta, ocorre vegetação campestre sobre Espodossolos, cujo estudo da origem e desenvolvimento é proposto, juntamente com a dinâmica da vegetação de campo e arbórea. A dinâmica dos manguezais também será investigada e por inferência de sua presença e de indicadores biológicos marinhos, pretende-se verificar a extensão continental da transgressão marinha durante o Holoceno. Propõe-se também verificar a influência das flutuações marinhas no padrão de ocupação humana e de ações antrópicas na dinâmica de vegetação. Estudos com bioconstruções de vermetídeos serão efetuados em Guarapari, cerca de 180 km ao sul das reservas florestais, com o objetivo de se obter curvas de variação de nível relativo do mar e de ´13C e ´18O das carapaças nos últimos ~ 8000 anos; através da comparação destas curvas com as idades e dados isotópicos de vermetídeos de outras regiões da costa brasileira, propõe-se elaborar um modelo de mudança do padrão de circulação oceânica no Holoceno superior e de mudanças climáticas associadas. Todos esses estudos auxiliarão nas inferências das flutuações climáticas desde o Pleistoceno tardio para a costa do Espírito Santo, dados importantes para o desenvolvimento e otimização de modelos paleoclimáticos da região Sudeste do país. (AU)
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