| Processo: | 22/06302-8 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2022 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2025 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética |
| Pesquisador responsável: | Karen Cristiane Martinez de Moraes |
| Beneficiário: | Karen Cristiane Martinez de Moraes |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Rio Claro |
| Pesquisadores associados: | Jacques Montagne ; Marcos Túlio de Oliveira ; Osmar Malaspina |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 22/11227-5 - Estudos bioquímicos e moleculares de dietas pró-esteatóticas em Drosophila melanogaster, BP.TT |
| Assunto(s): | Hepatopatias Fígado gorduroso Poluentes ambientais Marcador molecular Cultura de células Alternativas ao uso de animais Drosophila melanogaster |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Análise translacional | animal alternativo | Contaminantes ambientais | cultura celular | Drosophila melanogaster | metabolismo pró-esteatótico | esteatose hepática; contaminantes ambientais; cultura celular; modelo alternativo animal |
Resumo
Atualmente, as doenças hepáticas de acúmulo de gordura e não alcoólicas (NAFLD) são consideradas um problema de saúde pública mundial. Essas patogenias se caracterizam pelo acúmulo excessivo de gordura no fígado causado por diferentes etiologias que podem evoluir a quadros clínicos mais graves. Mundialmente a utilização descomedida de produtos químicos resultam no acúmulo dessas substâncias no meio ambiente, que podem ser potencialmente tóxicas. No Brasil e em várias regiões do mundo, contaminantes ambientais como os pesticidas são utilizados em larga escala, alguns dos quais apresentando alta meia-vida, como os baseados na estrutura de uracila (terbacil e bromacil). Estes, por sua vez, acumulam-se no meio ambiente que de maneira direta ou indireta afetam o homem e outros animais não alvo, colaborando com o desenvolvimento e evolução de doenças hepáticas. Porém, faltam estudos sobre mecanismos de atuação desses contaminantes ambientais nos processos metabólicos e na regulação da sinalização celular que conduzem ao estabelecimento das patogenias. Esses esclarecimentos poderão colaborar com inovações biotecnológicas, auxiliando na identificação de moléculas a serem utilizadas como marcadores moleculares na caracterização do estadiamento das doenças hepáticas, por exemplo. Em proposta anterior apoiada pela FAPESP, estabelecemos modelos de coculturas de células hepáticas, responsivas a agentes químicos e simuladoras de um ambiente pró-esteatótico. Assim, na presente proposta objetiva-se utilizar tal modelo de estudo para se investigar a atuação mecanística dos contaminantes terbacil e bromacil no equilíbrio celular e no possível estabelecimento de um ambiente pró-esteatótico nessas culturas, correlacionando a mecanismos epigenéticos e da biossíntese de pirimidinas. Para isso, ensaios bioquímicos, celulares e moleculares serão realizados objetivando-se a construção de um painel da atuação dos compostos na saúde celular. Com a integração dos resultados, esperamos identificar moléculas expoentes, comuns às sinalizações induzidas nas culturas incubadas com os dois contaminantes, que potencialmente atuam no estabelecimento do quadro pró-esteatóticos. Essas moléculas, por sua vez, serão avaliadas em análises funcionais envolvendo ensaios de silenciamento ou superexpressão gênica. Na sequência, e objetivando-se implementar o modelo alternativo animal de Drosophila melanogaster como modelo translacional para o estudo de doenças hepáticas, os efeitos dos contaminantes ambientais serão avaliados nesse animal em ensaios bioquímicos, celulares e moleculares, como descrito para o modelo celular, objetivando-se avaliar o paralelismo entre os modelos. As análises conjuntas (modelo celular e Drosophila) nortearão as modificações genéticas a serem realizadas nas mosca-de-fruta, utilizando-se o sistema binário GAL4/UAS, numa tentativa de se validar as análises celulares de maneira sistêmica. (AU)
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