| Processo: | 22/10344-8 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2022 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2026 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública |
| Acordo de Cooperação: | CONFAP - Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa |
| Pesquisador responsável: | Ana Maria Moura da Silva |
| Beneficiário: | Ana Maria Moura da Silva |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Fan Hui Wen ; Felipe Augusto Cerni ; Felipe Gobbi Grazziotin ; Luciana Aparecida Freitas de Sousa ; Manuela Berto Pucca ; Mônica Colombini ; Paulo Sergio Bernarde ; Vincent Louis Viala ; Wuelton Marcelo Monteiro |
| Auxílio(s) vinculado(s): | 24/18009-9 - 1st International Conference on Toxinology in India, AR.EXT |
| Assunto(s): | Avaliação pré-clínica de medicamentos Envenenamento por animais peçonhentos Antivenenos Imunização passiva Toxinas Serpentes Bothrops |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | antivenenos | envenenamentos ofídicos | Estudos pré-clínicos | inibidores de toxinas | Saúde Pública | venômica | envenenamentos ofídicos |
Resumo
Atualmente a região Norte do Brasil é a que apresenta a maior incidência e gravidade de acidentes ofídicos no país. A serpente Bothrops atrox é responsável pelo maior número de casos e é encontrada em toda a Amazônia, ocorrendo outras espécies também envolvidas em acidentes como B. brazili, B. taeniatus, B. bilineatus e Bothrocophias hyoprora ocorrentes principalmente no Acre e Crotalus durissus ruruima, endêmica de Roraima. Apesar do alto número de acidentes, o conhecimento sobre a peçonha dessas serpentes, os envenenamentos humanos e a eficácia dos antivenenos com relação a esses venenos ainda é insuficiente. Além disso, apesar dos avanços para alcançar a autossuficiência em antivenenos de alto padrão e a expansão da rede de distribuição, o acesso ao tratamento ainda não está disponível nas áreas remotas do país, especialmente na Amazônia. Ainda no contexto da região Amazônica já mostramos que a gravidade e mortalidade dos acidentes aumenta consideravelmente devido as grandes distâncias de barco percorridas pelas vítimas para chegar ao serviço de saúde. Assim, aliado a falta de conhecimento dos venenos das serpentes endêmicas da região juntamente com a dificuldade de acesso ao antiveneno e serviço de saúde, se faz necessário um estudo aprofundado da composição desses venenos e da eficácia do soro para os envenenamentos ocorrentes nas áreas remotas e comunidades indígenas. Além da eficácia dos antivenenos, facilitar o acesso a soroterapia para as comunidades isoladas da Amazônia é um entrave urgente a ser resolvido. Dessa forma, nosso projeto propõe um estudo multidisciplinar para obter mais conhecimento sobre a composição dos venenos das serpentes da Amazônia, e se esses venenos são reconhecidos pelos antivenenos comerciais, além disso, propor tratamentos adjuvantes (uso de inibidores enzimáticos) a soroterapia para complementar o tratamento principalmente dos efeitos locais e validar o protocolo de distribuição dos antivenenos em áreas remotas da Amazônia (descentralização). (AU)
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