| Processo: | 23/01436-9 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2023 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2026 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Farmacologia - Etnofarmacologia |
| Pesquisador responsável: | Claudia Helena Pellizzon |
| Beneficiário: | Nicolas Ripari |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 17/04138-8 - Realização de estudos químicos, analíticos, biológicos, farmacológicos e tecnológicos para preenchimento das lacunas no desenvolvimento do setor de própolis brasileiro, AP.TEM |
| Assunto(s): | Apiterapia Imunomodulação Monócitos Própolis |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | apiterapia | bactérias multirresistentes | Imunomodulação | monócito | produtos apicolas | propolis | Imunomodulação |
Resumo A cicatrização de feridas em ambiente hospitalar é um desafio atualmente enfrentado na clínica médica por conta de infecções por bactérias multirresistentes em tecido infectado, principalmente em indivíduos com comorbidades que desenvolvem úlcera por pressão (UP). Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) é umas das principais bactérias causadoras destas infecções, podendo levar à amputação de membros em indivíduos diabéticos. Assim, a procura por novos antimicrobianos é urgente, sendo os produtos naturais, como a própolis, fontes de moléculas com reconhecida ação antibacteriana. Durante o doutoramento do candidato, foi evidenciada a forte ação anti-MRSA da própolis vermelha e seus compostos foram analisados in silico sobre a enzima de resistência do MRSA penicillin binding protein 2a (PBP2a), podendo ser um possível alvo dos componentes da própolis vermelha brasileira, como benzofenonas, e mecanismo envolvido em sua ação. O objetivo deste projeto é avaliar o efeito antimicrobiano, imunomodulador e cicatrizante do extrato padronizado de própolis vermelha (EPPV) e da fração rica em benzofenonas (FRB), visando à elaboração de um produto tópico para a o tratamento de feridas de difícil cicatrização, como UP. O projeto contará com três fases, envolvendo duas universidades do Estado de São Paulo e três professores titulares: a fase I será dedicada à atividade antibacteriana do EPPV e FRB, bem como seu possível sinergismo com antimicrobianos (imipenem e ertapenem) para produzir pré-formulações que serão testadas em macrófagos, avaliando o efeito imunomodulador e a capacidade microbicida destas células. Estas pré-formulações serão testadas também quanto à regeneração celular in vitro em culturas 2D e 3D utilizando fibroblastos e queratinócitos. A fase II será dedicada a elucidar o mecanismo de ação de benzofenonas (gutiferona e oblongifolina) encontradas no EPPV e FRB por análises in silico de docagem molecular e dinâmica molecular sobre PBP2a. A fase III contará com o desenvolvimento de produto tópico com a melhor pré-formulação e avaliação de permeação cutânea. A realização deste projeto poderá resultar em depósito de patente e/ou futuros ensaios clínicos. (AU) | |
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