Resumo
Nos procedimentos de fertilização in vitro, durante a estimulação ovariana controlada (EOC), diversos folículos são recrutados e retomam a meiose. No entanto, parte deles não atingem o estadio de metáfase II (MII) da meiose ao final da EOC e são descartados. Nesses casos, a maturação in vitro (MIV) de oócitos pós EOC pode ser uma estratégia importante para recuperação desses oócitos imaturos, especialmente nos casos de síndrome do ovário policístico, baixa reserva ovariana, assim como para preservação de fertilidade onde o tempo é restrito à realização de apenas um ciclo de EOC ou nos casos em que o estímulo hormonal pode ser fator agravante de outra condição fisiológica como o câncer e a síndrome do hiperestímulo. Nesse sentido, este projeto visa propor estratégias de recuperação de oócitos que não atingiram o estadio de MII após EOC. Para tanto, oócitos imaturos serão maturados in vitro utilizando dois meios, o CAPA-MIV e o GH-MIV. Os oócitos que atingirem o estadio de MII serão avaliados quanto a morfologia, aparência do ooplasma, extrusão do 1º corpúsculo polar, formação do fuso mitótico, cromatina e atividade mitocondrial. Além disso, será realizada a análise dos meios de maturação para identificação de proteínas e miRNAs liberados pelos oócitos e expressão de genes relacionados à competência e maturação oocitária, fertilização e início do desenvolvimento embrionário. Esse projeto traz a MIV como uma estratégia para aumentar o número de oócitos recrutados em pacientes de programas de preservação de fertilidade durante tratamentos oncológicos, além de auxiliar pacientes em tratamento de infertilidade, promovendo maior aporte de oócitos maduros para fertilização in vitro. (AU)
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