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(Referência obtida automaticamente do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores.)

Desigualdades de renda e capacidade funcional de idosos em município do Sudeste brasileiro

Texto completo
Autor(es):
Marylane Viana Veloso [1] ; Neuciani Ferreira da Silva Sousa [2] ; Lhais de Paula Barbosa Medina [3] ; Marilisa Berti de Azevedo Barros [4]
Número total de Autores: 4
Afiliação do(s) autor(es):
[1] Secretaria de Saúde do Estado do Piauí - Brasil
[2] Universidade Federal de Mato Grosso. Instituto de Saúde Coletiva - Brasil
[3] Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Ciências Médicas. Departamento de Saúde Coletiva - Brasil
[4] Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Ciências Médicas. Departamento de Saúde Coletiva - Brasil
Número total de Afiliações: 4
Tipo de documento: Artigo Científico
Fonte: Revista Brasileira de Epidemiologia; v. 23, 2020-09-28.
Resumo

RESUMO: Objetivo: Estimar a magnitude das desigualdades de renda nas prevalências de dependência funcional em atividades básicas e instrumentais da vida diária (ABVDs e AIVDs, respectivamente) e no abandono de atividades avançadas (AAVDs). Métodos: Estudo transversal, de base populacional, desenvolvido com dados de amostra de 986 idosos de inquérito de saúde realizado no município de Campinas, São Paulo, em 2014/15. Foram estimadas as prevalências de dependência funcional em ABVDs e AIVDs e de abandono das AAVDs segundo a renda familiar mensal per capita, bem como desenvolvidas análises de regressão múltipla de Poisson para estimar razões de prevalência (RPs) ajustadas por sexo e idade. Resultados: Não houve associação significativa entre renda e dependência funcional em ABVDs. Das sete AIVDs analisadas, cinco apresentaram maior prevalência de dependência no estrato de menor renda, com destaque para o uso de telefone (RP = 3,50), o controle do uso de remédios (RP = 2,40) e o uso de transporte (RP = 2,35). O abandono de AAVDs foi maior entre os idosos de menor renda em todas as atividades analisadas, com maiores desigualdades observadas no contato por carta, telefone e e-mail (RP = 3,76), no uso de internet (RP = 3,34), em dirigir veículos (RP = 2,85) e na visita a familiares (RP = 2,77). Conclusão: As amplas desigualdades detectadas entre estratos de renda quanto à capacidade funcional nas AIVDs e no abandono das AAVDs ressaltam a importância da plena implementação e manutenção de políticas e programas voltados à proteção social de idosos, focando, em especial, os segmentos socialmente mais vulneráveis, na perspectiva de se atingir um patamar populacional mais equânime de um envelhecimento ativo, participativo e independente. (AU)

Processo FAPESP: 12/23324-3 - Análise e monitoramento do estado de saúde da população por meio de inquérito domiciliar (IsaCamp 2013)
Beneficiário:Marilisa Berti de Azevedo Barros
Modalidade de apoio: Auxílio à Pesquisa - Regular