| Texto completo | |
| Autor(es): |
Majoí Favero Gongora
[1]
Número total de Autores: 1
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| Afiliação do(s) autor(es): | [1] Universidade de São Paulo - Brasil
Número total de Afiliações: 1
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| Tipo de documento: | Artigo Científico |
| Fonte: | Rev. Antropol.; v. 65, n. 3 2022-11-21. |
| Resumo | |
RESUMO O artigo versa sobre reflexões dos Ye’kwana do rio Auaris acerca das experiências oníricas e os seus efeitos na vigília. O sonho é um afastamento temporário do duplo em relação à pessoa (corpo) e, nesse sentido, é expressão dos caminhos e descaminhos do duplo em outros mundos. Meus interlocutores contam que as pessoas comuns não sonham bem, pois ao dormirem seus duplos andam por lugares onde o encontro com entes perigosos é corriqueiro. Diferentemente dos pajés, as pessoas comuns não controlam os percursos de seus duplos durante o sonho. Além de trazer à baila as histórias verdadeiras (wätunnä) sobre a origem da morte, da descontinuidade entre o sonho e a vigília e do sono, o estudo aborda conceitos centrais para o entendimento da configuração da pessoa ye’kwana duplo (äkaato) e fio do duplo (wadeeku ekaato) e analisa a onirocrítica nativa, uma reflexão especulativa e prática implicada em futuros possíveis prefigurados nos sonhos. (AU) | |
| Processo FAPESP: | 12/23866-0 - Caminhos invisíveis - cantos, sujeitos e conhecimentos tradicionais entre os Yekuana |
| Beneficiário: | Majoi Favero Gongora |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |