| Processo: | 16/09710-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2019 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil |
| Pesquisador responsável: | Marilza Vieira Cunha Rudge |
| Beneficiário: | Marilza Vieira Cunha Rudge |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Botucatu |
| Pesquisadores associados: | Angélica Mércia Pascon Barbosa ; Fernanda Piculo ; Gabriela Marini Prata ; Giovana Vesentini |
| Assunto(s): | Diabetes gestacional Hiperglicemia Incontinência urinária Cardiomiopatias diabéticas |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Ccl7 | Diabetes gestacional | Hiperglicemia gestacional leve | Incontinência Urinária gestacional | Miopatia Diabética | reto abdominal | Diabetes e Gravidez |
Resumo
Os dados da literatura apontam forte associação entre hiperglicemia e incontinência urinária (IU) e também entre o aumento da ocorrência de IU ao longo do período gestacional, mas não valorizam o binômio hiperglicemia na gestação e incontinência urinária durante a gestação. A prevalência de IU varia de 25% a 50% antes da gravidez podendo chegar até 75% durante a gravidez, com aumento acentuado ao longo da gestação e piora no terceiro trimestre. A "Incontinência urinária gestacional" (IUG) que é a perda involuntária de urina que se inicia durante a gestação, apesar de apresentar percentual elevado, é pouco investigada e valorizada durante a assistência pré-natal. No Brasil, são poucos os estudos que avaliam sua incidência e prevalência em inquéritos de base populacional apontando incidência em torno de 35%.O Diabete mellitus gestacional (DMG) foi importante para prevalência de IUG (50.8% vs. 31.6%) e IU 2 anos pós-parto cesárea (44.8% vs. 18.4%). Além disso, a análise multivariada demonstrou que o DMG foi fator de risco para ocorrência de IUG (OR 2.26; IC 95%: 1.116- 4.579) e disfunção muscular do assoalho pélvico (DMAP) no período pós-parto (OR20.416; IC3.548 - 117.479). A relação entre DMG, IUG, DMAP e IU dois anos pós-parto cesárea tem direcionado nossas investigações experimentais nos últimos anos. Vários desses estudos translacionais, evidenciam alterações morfológicas, imunoistoquímicas e ultraestruturais dos músculos periuretrais e do reto abdominal em ratas prenhes com diabete moderado e grave. A literatura internacional tem poucas evidências dessa associação e nosso Grupo de Pesquisa está, neste momento, na etapa "bench to bed" da pesquisa translacional, na tentativa da caracterização fisiopatológica desse binômio: IUG e hiperglicemia gestacional. Existe pouca evidência científica desse conhecimento fisiopatológico na linha do tempo compreendido entre a detecção de hiperglicemia gestacional associado à IUG com o desfecho de aumento da IU e DMAP um a dois anos pós-parto cesáreo. Nossos resultados experimentais e a falta de estudos similares na literatura indicam a necessidade de início da etapa "bench to bed", procurando estudar o músculo reto abdominal (MRA) e marcadores de recuperação muscular em gestantes hiperglicêmicas. O Comitê de Ética em Pesquisa-CEP da FMB/UNESP já autorizou a obtenção do MRA no momento da cesárea para analisar a possível base fisiopatológica desse binômio: IUG e Hiperglicemia gestacional (CAAE 41570815.0.0000.5411 nº parecer 986.465 e CAAE: 20639813.0.0000.5411 nº parecer 401.058).Assim, diante de nossos conhecimentos experimentais, das indagações, da autorização do CEP para coleta do MRA, da existência do Centro de Investigação do Diabete Perinatal (Projeto Infra IV- Fapesp) onde são realizados os exames de diagnóstico da hiperglicemia na gestação, o acompanhamento no pré-natal e parto, o follow-up dessas mulheres e os métodos laboratoriais de investigação (Laboratório de Pesquisa Experimental em Ginecologia e Obstetrícia - LAPGO), estabelecem-se as condições necessárias para responder às perguntas neste projeto de pesquisa: 1- O MRA de gestantes com hiperglicemia gestacional e IUG evidencia alterações morfológicas e de função? 2- A CCL7 é um marcador de recuperação do tecido uretral em gestantes com IUG e está alterado nas gestantes com hiperglicemia gestacional?Em vista disso, o presente projeto de pesquisa tem por objetivos: 1-Analisar a ultraestrutura, a expressão proteica, morfologia e a matriz extracelular nas fibras do músculo reto abdominal de gestantes hiperglicêmicas e com IUG; 2-Caracterizar os níveis séricos de CCL7 em gestantes com hiperglicemia gestacional e IUG desde a 12ª-18ª semana de gestação até 6-12 meses pós-parto. (AU)
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